25 de agosto de 2013

[Livro] A Letra Escarlate – Nathaniel Hawthorne

Livro: A Letra Escarlate
Titulo Original: The Scarlet Letter
Autor: Nathaniel Hawthorne
Editora: BestBolso
Ano: 2012 (ano da minha edição)
Avaliação: 3,5/5
Sinopse:Na rígida comunidade puritana de Boston do século XVII, a jovem Hester Prynne tem uma relação adúltera que termina com o nascimento de uma criança ilegítima. Desonrada e renegada publicamente, ela é obrigada a levar sempre a letra “A” de adúltera bordada em seu peito. Hester, primeira autêntica heroína da literatura norte-americana, se vale de sua força interior e de sua convicção de espírito para criar a filha sozinha, lidar com a volta do marido e proteger o segredo acerca da identidade de seu amante. Aclamado desde seu lançamento como um clássico, A letra escarlate é um retrato dramático e comovente da submissão e da resistência às normas sociais, da paixão e da fragilidade humanas, e uma das obras-primas da literatura mundial.


Comentários:  
O tema para o mês de agosto do Desafio Literário é sobre vingança e com isso decidi ler um livro que tinha vontade já fazia um tempo, A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawthorne. 
Logo no início da história o leitor é apresentado ao drama de Hester Prynne, uma mulher que mora em Salem e que foi condenada pelos magistérios a carregar uma letra A escarlate bordada no peito como punição para o crime de adultério. O caso de Hester é complicado, pois seu marido na verdade está desaparecido e ela também se recusa a revelar o nome de seu amante. A população rejeita Hester e sua filha Pearl  (a criança é fruto desta relação proibida) e elas irão viver a margem de uma sociedade puritana, arraigada em suas regras e códigos de conduta e vão sentir na pele o peso da letra escarlate que Hester carrega no peito. 
Esse foi um livro que escolhi pelo renome que possui como um dos clássicos americanos, mas na verdade eu não conhecia nada sobre seu enredo. Como uma narrativa de 1850 o autor irá trazer o retrato da sociedade puritana daquela época. 
A narrativa de Nathaniel Hawthorne foi uma das dificuldades que tive em relação à leitura, muitas vezes me sentia perdida, ou desviada do foco principal, a narrativa possui vários momentos descritivos e linhas de fluxo de pensamentos tanto dos personagens como do narrador. 
Gostei das caracterizações e o modo com que o autor conseguiu descrever a sociedade e como um crime e uma punição, que pode parecer simples, porém cheia de simbolismo, afinal Hester não carregava apenas a letra, mas com ela o peso do seu erro todos os dias e isso era refletido no comportamento dos que a cercavam. 
Agora, sei que o tema do desafio era sobre vingança e que até o momento nem citei onde ela se encaixa na história, bom acho que se eu falar muito acabará sendo um spoiler considerando que ela só é realmente revelada após a metade do livro mas possui uma relação com o marido desaparecido de Hester e o nome que ela insiste tanto em ocultar. 
Um comentário a mais sobre a obra que queria fazer é sobre os dois prefácios que acompanham a narrativa, pois gostei muito do modo como desde o início o autor dá o tom de suas criticas sociais de uma maneira incisiva, regada de ironia e humor. O prefácio da primeira edição vai contar como era a vida do autor quando trabalhava em uma alfândega (lugar com a qual se deparou com indícios que o fizeram criar a história de A Letra Escarlate) e toda crítica à burocracia e às pessoas que viviam nesse ambiente e o segundo prefácio é uma defesa do autor ao anterior. 


18 de agosto de 2013

[Filme] Wolverine: Imortal


Título original: The Wolverine
Duração: 126 min.
Direção: James Mangold
Roteiro: Frank Miller e Chris Claremont
Distribuidora: Fox Filmes
Ano: 2013
Avaliação:  3,5/5
Sinopse: 
Esta aventura épica cheia de ação leva Wolverine, o mais icônico personagem dentro do universo X-men, ao Japão moderno. Em um mundo desconhecido ele enfrenta seu nêmesis definitivo e uma batalha de vida ou morte que o deixará marcado para sempre. Vulnerável pela primeira vez, pressionado até o limite, ele confronta não apenas o mortal aço samurai, mas sua própria imortalidade, que emerge mais forte do que ele jamais viu. (Fonte: Cinemark)

Comentários: 
Assumo, tenho uma grande implicância com os filmes da série X-Men. Sendo direta simplesmente não gostei da adaptação que foi feita (apesar de ainda não ter assistido X-Men primeira classe) acho que não foi dado o devido valor para essa série e tenho que dizer que com a nova história do Wolverine minha impressão ainda não mudou. 

Como filme a produção é boa, porém como uma história de X-Men (do Wolverine) eu simplesmente não gostei. 
As primeiras cenas são de um Logan (Hugh Jackman) isolado depois dos acontecimentos do último filme do X-Men (na verdade tendo problemas em superar a morte de Jean Grey (Famke Janssen)) e ainda tentando apagar o lado Wolverine de sua vida, porém no meio desse retiro ele é convocado para ir ao Japão se despedir de Yashida (Hal Yamanouchi), um ex-soldado que tinha salvado há muito tempo e que agora está morrendo, porém ao ir apenas de despedir irá se envolver no drama de sua família e ainda terá problemas com sua imortalidade, bem quando mais precisa dela. 

O cenário do Japão já é um elemento conhecido na história de Wolverine, e nesse filme foi trabalhado um Japão atual, porém ainda utilizando elementos tradicionais, como os samurais. 
Os outros personagens desse filme na verdade não possuem tanto espaço, o filme é todo focado em Logan, mas Yukio (Rila Fukushima) e Mariko (Tao Okamoto) tem uma boa participação, na verdade mais da Yukio. Hugh Jackman está, mais uma vez, muito bom no papel de Wolverine. 
As cenas de ação são o ponto mais forte do filme, estão bem montadas e devido ao cenário cheia de golpes de artes marciais. 
Não gostei da vilã da história, a Vibora (Svetlana Khodchenkova), tem pouca motivação, pouco espaço e não achei que se encaixou na história como um todo. 

Queria poder separar o filme da história em que ele se baseia, mas não consigo e isso sempre acaba me deixando um pouco decepcionada no fim dos filmes sobre X-Men. 

5 de agosto de 2013

[Music Monday] Primeiro de Julho

O Music Monday dessa semana é uma homenagem a uma cantora que eu simplesmente adoro, com uma voz que é forte e que me conquistou desde a primeira vez que ouvi: Cássia Eller. Escolhi uma música composta especialmente para ela (por ninguém menos que Renato Russo) e que possui uma letra linda:


1º de Julho


Eu vejo o que aprendi,
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há porque voltar,
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez

O que fazes sem pensar,
Aprendeste do olhar
E das palavras que eu guardei pra ti
Não penso em me vingar,
Não sou assim
A tua insegurança era por mim

Não basta o compromisso,
Vale mais o coração
E já que não me entendes,
Não me julgues,
Não me tentes
Pois o que sabes fazer agora,
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim

Ninguém sabia, e ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então

Sou fera
Sou bicho
Sou anjo
E sou mulher
Sou minha mãe
Minha filha
Minha irmã
Minha menina
Mas sou minha
Só minha
E não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor

Alguma coisa aconteceu,
Do ventre nasce o novo coração
Não penso em me vingar,
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso,
Vale mais o coração

Ninguém sabia, e ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então

Sou fera
Sou bicho
Sou anjo
E sou mulher
Sou minha mãe
Minha filha
Minha irmã
Minha menina
Mas sou minha
Só minha
E não de quem quiser
Sou Deus tua deusa meu amor

O que fazes por sonhar,
É o mundo que virá
Pra ti, pra mim,
Vamos descobrir o mundo juntos, baby
Quero aprender com teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor