30 de junho de 2014

[Music Monday] Valerie



É Copa e trabalho do lado da Fan Fest em São Paulo. E isso significa que volta e meia tem show de algum artista, dificultando a concentração no trabalho. Hoje tive que lidar com uma banda fazendo vários covers de músicas famosas - e em respeito à música interpretada tão lindamente pela saudosa Amy Winehouse e que foi destroçada no show da Fan Fest, que dedico este Music Monday à Valerie.

Valerie 

Well sometimes I go out by myself
And I look across the water
And I think of all the things, what you're doing
And in my head I paint a picture

'Cause since I've come on home
Well my body's been a mess
And I miss your ginger hair
And the way you like to dress
Won't you come on over
Stop making a fool out of me
Why won't you come on over Valerie?
Valerie 
Valerie 
Valerie 

Did you have to go to jail?
Put your house up on for sale, 
did you get a good lawyer?
I hope you didn't catch a tan,
I hope you'll find the right man who'll fix it for you
Are you shoppin' anywhere,
Changed the colour of you hair, are you busy?
And did you have to pay the fine?
You were dodging all the time, 
are you still dizzy?

'Cause since I've come on home,
Well my body's been a mess
And I miss your ginger hair
And the way you like to dress
Won't you come on over
Stop making a fool out of me
Why won't you come on over Valerie?
Valerie 
Valerie 
Valerie 

Well sometimes I go out by myself
And I look across the water
And I think of all the things, what you're doing
And in my head I make a picture

'Cause since I've come on home,
Well my body's been a mess
And I miss your ginger hair
And the way you like to dress
Won't you come on over
Stop making a fool out of me
Why won't you come on over Valerie?
Valerie 
Valerie 
Valerie 
Yeah Valerie



28 de junho de 2014

Listas Aleatórias: 8 músicas para curtir o inverno

"Winter is coming" é só lá em Westeros, porque aqui o inverno já chegou - mesmo que um tantinho tímido ainda. Para comemorar uma das minhas épocas favoritas do ano (por motivos egocêntricos e narcisistas), segue uma seleção de músicas que adoro ouvir nessa época e que, de um jeito ou de outro, me lembram o inverno:

1- Winter Winds - Mumford and Sons




2- Baby it's cold outside - She & Him



3- Let it snow! Let it snow! Let it snow! - Ella Fitzgerald



4- White Christmas - Bing Crosby



5- Snow - Loreena McKennitt



6- Winter  - Vivaldi



7- No inverno fica tarde mais cedo - Engenheiros do Hawaii



8- Do you want to build a snowman? - Trilha sonora de "Frozen"



26 de junho de 2014

[Livro] Os Três – Sarah Lotz



Livro: Os Três
Titulo Original: The Three
Autor: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Avaliação: 4/5
Sinopse:Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo. (Fonte: Skoob)

Comentários:
Meu interesse inicial em Os Três se deu pela sinopse, o plot me chamou a atenção, acidentes, teorias da conspiração, um mistério, algo que possa ter ligação com a mudança da história do mundo; tudo isso já me deixou bem curiosa. Outro ponto que fortaleceu minha vontade de conhecer mais esse livro foi a narrativa diferencial de Sarah Lotz, que eu poderia dizer que usou da metalinguagem para contar sua história. 
Logo no início o leitor é apresentado há um grande mistério envolvendo acidentes, quatro aviões caem em pontos diferentes do mundo no mesmo dia, tendo em três dessas quedas apenas um sobrevivente, uma criança de cada avião escapa sem grandes ferimentos, porém em um desses acidentes uma americana deixou uma mensagem antes de morrer para que as pessoas tomem cuidado com a criança e, a partir deste momento, os rumos das vidas desses sobreviventes poderão tomar proporções enormes. 
O enredo por si só já é intrigante, mas o maior atrativo e a melhor surpresa de Os Três é sua narrativa. Sarah Lotz irá guiar sua escrita criando um livro dentro do livro (calma eu explico) Os Três é uma narrativa sobre um livro jornalístico (ficcional, só para deixar claro) que irá narrar a história das três crianças, e todos que os rodeiam. Usando dessa artimanha não há um narrador próprio, mas sim uma repórter que irá unir as informações, Elspeth, e vários depoimentos, reunindo assim muitos pontos de vista diferentes. Outra grande vantagem dessa escolha narrativa é a suspensão do mistério, nenhuma informação é liberada por completo, o leitor vai se deparando com fragmentos de informações que formam um todo ao ler os depoimentos, e outro ponto de elogio é que mesmo tratando de muitos pontos de vista e situações diferentes a autora conseguiu amarrar todas as pontas. 
Agora um aspecto que pode ser passível de crítica foi um pequeno problema inicial na leitura, ao tratar de muitos personagens, com suas histórias se cruzando, e sendo que alguns são usados poucas vezes com um grande espaço entre seus depoimentos é fácil se perder em “quem está falando” mas conforme as páginas passam é possível se acostumar com o estilo e descobrir o personagem que está narrando. 
Outra questão é que não há um grande aprofundamento dos personagens, os conhecemos logo após o acidente e a história se dá a partir deste ponto, não há muita coisa de seus hábitos ou vidas antes da “Quinta-Feira Negra”, mas uma característica que amei é que como são eles que narram, ou em alguns momentos um falando sobre o outro (sem nenhuma interferência de um narrador esterno) é tudo muito subjetivo, dando espaço ao leitor de tirar suas próprias conclusões. 
O final não foi muito bem o que eu esperava, mas em momento nenhum ele é ruim, ele entra na proposta criada pela autora desde o início da história, se tornando coerente com todo o conjunto da obra, mas eu estava esperando outro rumo. 
Como um todo eu gostei muito do livro, principalmente por seu estilo inovador de narrativa. 


24 de junho de 2014

[Filme] A Culpa é das Estrelas



Título original: The Fault In Our Stars
Duração: 126 min.
Direção: Josh Boone
Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2014
Avaliação: 5/5
Sinopse:Diagnosticada com câncer, Hazel Grace Lancaster se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, a jovem é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio e logo conhece Augustus Waters, um rapaz que vai mudar completamente a sua vida. (Fonte: Cinemark)

Comentários: 
A Culpa é das Estrelas foi uma das adaptações que esperei, assumo, não vou dizer ansiosamente, mas com uma curiosidade de ver os personagens, os diálogos e as frases que eu adorei nas páginas na grande tela; e tenho que dizer que amei o filme. 

O filme vai trazer exatamente a mesma história do livro e manter o mesmo ponto de vista, todo focado em Hazel, e com essa escolha narrativa pode-se manter bem toda a história do livro. 
As tomadas me agradaram muito, um dos meus medos é que ao se adaptar um drama o filme acabe sendo pedante e não foi o caso, claro que tendo como tema o câncer não há como fugir de cenas tristes e emocionantes, mas não foi esse o foco maior que o filme escolheu, mas sim o envolvimento dos dois, e como no livro tudo  foi muito suave, gradativo e inevitável. 

Outra grande e agradável surpresa para mim foram os atores, Shailene Woodley (Hezel) e Ansel Elgort (Augustus) ficaram muito bem no papel, não vou dizer que eram eles que eu imaginava enquanto lia, mas agora vejo que poderiam ser e isso ficaria perfeito, a interação entre eles era real, e eles conseguiram trazer os momentos leves e os tensos de modo natural. Na verdade todos os atores me agradaram, os pais de Hazel, Isaac, enfim todos. 

O roteiro me agradou mais ainda, meu medo das mudanças escolhidas, e necessárias, durante a adaptação era que tirassem as falas que mais me tocaram ou os momentos emocionantes, porém não principais, e eles mantiveram tudo o que me agradou, as mudanças na história foram sutis e não prejudicaram em nada o filme. 

O filme é um drama sim, não teria como ser diferente, mas acima disso é regado de lições de vida, momentos emocionantes, risadas e, por que não, humor. Não apenas um filme para jovens, mas para todos. Uma das melhores adaptações que vi. 
“Alguns infinitos são maiores que outros”

18 de junho de 2014

[Filme] Malévola



Título original: Maleficent.
Duração: 97 min.
Direção: Robert Stromberg.
Roteiro: Linda Woolverton.
Distribuidora: Walt Disney.
Ano: 2014
Avaliação: 4,5/5
Sinopse: Esta nova versão do conto da Bela Adormecida concentra-se na história da vilã Malévola, contando os fatos de sua vida que fizeram dela uma mulher amargurada e vingativa, capaz de amaldiçoar a jovem Aurora.

Estava muito, muito ansiosa mesmo para assistir esse filme. Sou obcecada por contos de fadas desde sempre e, de uns anos para cá, fascinada pela representação de bruxas e feiticeiras em narrativas fantásticas. Assim, Malévola era um filme que me causava grande expectativa.

E não me decepcionei, apesar de não chegar a ser tudo aquilo que esperei.

Aqui, Malévola é a grande protagonista. Acompanhamos a sua história desde a sua juventude, quando conhece Stefan e acaba construindo um relacionamento que se inicia com uma amizade improvável. Após ser traída, Malévola torna-se a pessoa amarga que conhecemos na animação clássica, quando amaldiçoa a princesa Aurora. E o momento em que essa traição ocorre, quando a protagonista perde aquilo que a caracteriza tão bem, que a destacava dentre as outra fadas, é de partir o coração.

Todos os elementos icônicos da tão conhecida história da Bela Adormecida vão sendo apresentados aos poucos, enquanto a personalidade de Malévola vai sendo mostrada gradativamente, com uma complexidade impar.





Em algum lugar li que o arquétipo da feiticeira, dentro da psicanálise, era a anti-idealização feminina. A feiticeira e a figura da madrasta eram sempre associadas, sendo o contraponto da figura da mãe boa. E a complexidade toda de Malévola reside nessa tensão: ora amargurada por causa do seu passado com Stefan, ora com um sentimento de proteção maternal muito forte em relação à princesa Aurora. E as cenas entre as duas são adoráveis, uma delícia de se assistir. Sem contar o quanto amei a presença de Diaval, o corvo de Malévola.





Se o filme não recebeu nota máxima, para mim, foi por causa do clímax da história. Apesar de ter gostado muito de como foi solucionada a problemática da maldição lançada por Malévola, senti que o tom de urgência que deveria ser imposto na fatídica cena em que Aurora espeta o dedo na agulha na roca não ficou bom. Faltou algo. E honestamente, a presença do príncipe Philip para mim foi quase dispensável.





Mas é um filme muito bom, com uma fotografia lindíssima e personagens femininas que me vão ser marcantes. Agora, por favor, alguém faça um filme com a Úrsula?






16 de junho de 2014

[Music Monday] Just Give Me a Reason

No Music Monday de hoje vou fazer uma confissão: não sou muito de ouvir músicas novas, não sou daquelas que conhecem bandas estreantes ou o novo hit, sou bem apegada as que já conheço e tenho uma grande resistência para colocar algo diferente em minha playlist, sim sim, sei que isso é uma falha e eu que perco quando deixo passar algo realmente bom. Então depois desse momento desabafo vou dizer que a música de hoje foi uma das mais novas que entrou no meu mp3 (não que ela seja nova, mas é uma das mais atuais) e como fazia muito tempo que eu não ouvia Pink vou dizer que gostei bastante dessa música: 


Just Give Me a Reason 


Right from the start
You were a thief, you stole my heart
And I, your willing victim
I let you see the parts of me
That weren't all that pretty
And with every touch
You fixed them

Now you've been talking in your sleep, oh, oh
Things you never say to me, oh, oh
Tell me that you've had enough
Of our love
Our love

Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second, we're not broken, just bent
And we can learn to love again
It's in the stars
It's been written in the scars on our hearts
We're not broken, just bent
And we can learn to love again

I'm sorry, I don't understand
Where all of this is coming from
I thought that we were fine (oh, we had everything)
Your head is running wild again
My dear, we still have everythin'
And it's all in your mind (Yeah, but this is happenin')

You've been havin' real bad dreams, oh, oh
You used to lie so close to me oh oh
There's nothing more than empty sheets
Between our love, our love
Oh, our love, our love

Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second, we're not broken just bent
And we can learn to love again
I never stopped
You're still written in the scars on my heart
You're not broken, just bent
And we can learn to love again

Oh, tear ducts and rust
I'll fix it for us
We're collecting dust
But our love's enough
You're holding it in
You're pouring a drink
No, nothing is as bad as it seems
We'll come clean

Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second, we're not broken, just bent
And we can learn to love again
It's in the stars
It's been written in the scars on our hearts
We're not broken, just bent
And we can learn to love again

Just give me a reason
Just a little bit's enough
Just a second, we're not broken, just bent
And we can learn to love again
It's in the stars
It's been written in the scars on our hearts
We're not broken, just bent
And we can learn to love again

Oh, we can learn to love again
Oh, we can learn to love again
Oh, that we're not broken, just bent
And we can learn to love again



14 de junho de 2014

[Livro] Tigana, A Voz da Vingança – Guy Gavriel Kay



Livro: Tigana – A Voz da Vingança (livro2)
Titulo Original: Tigana
Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2014
Avaliação: 5/5
Sinopse:Numa tentativa de recuperar Tigana, sua terra natal amaldiçoada, o Príncipe Alessan e seus companheiros põem em prática um plano perigoso para unir a Península da Palma contra os reis despótivos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior. Brandin é maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está hipnotizado por sua beleza e seu charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas a seu redor. Enquanto isso, o grupo de heróis viaja pela Península em busca de alianças que podem virar a batalha a seu favor. Alessan está mais dividido do que nunca, Devin já não é o rapaz ingênuo que era antes, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre um novo tipo de magia. Conseguirá Tigana vingar a memória de seus mortos? Ninguém pode prever as perdas que sofrerão nem que fim terá esse embate. Sacríficios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para que alguns vençam, outros terão obrigatoriamente que cair. (Fonte: Skoob)

Comentários:
Ah, nem sei direito como descrever tudo o que senti lendo Tigana, fazia muito tempo que não me sentia tão marcada por um livro, a história me envolveu, os personagens me encantaram e o ambiente me conquistou. Poderia dizer que no fim da leitura me senti em Tigana, lutando pelos mesmos ideais, lutando pela liberdade, pela identidade. Mas, como Dianora, também há um espaço em meu coração para Brandin, sim, sei que não deveria, mas ele me ganhou. E, como todos, criei uma raiva de Alberico. 
Antes de começar a fazer a resenha tenho que dizer que ele não é um livro novo, sua publicação foi em 1990 e originalmente Tigana foi lançado em um volume único, a divisão foi feita na edição portuguesa e mantida na edição brasileira, então Tigana – A Voz da Vingança na verdade não é um novo livro, mas sim a continuação exata do anterior. Com isso, a história tem partida exatamente no ponto em que se encerra em A Lâmina na Alma, e com o recurso de narrativa característico do autor (ele narra um fato “por cima”, após alguns acontecimentos ele retoma aquela situação, mas aprofundando os eventos e explorando outros pontos de vista) a impressão passada é que a história está se repetindo, mas não. E se você, como eu, leu o livro com um tempo entre eles esse tipo de narrativa ajuda a retomar o ritmo e o clima da leitura anterior. 
No primeiro momento da história (ou no primeiro livro) vemos todas as artimanhas e estratégias de Alessan e os que estão a sua volta para ir aos poucos criando dúvidas e abrindo espaço no governo dos dois imperadores feiticeiros (Alberico e Brandin) e agora neste segundo momento é o ponto de ação, quando tudo o que foi tão cuidadosamente planejada está para acontecer e isso acaba por montar um cenário tão possível quanto imprevisível. Eu quis poupar a leitura para poder “degustar”, mas chega um momento que o melhor a fazer “é se lambuzar”, é se envolver tanto que 100 páginas são consumidas apenas no café da manhã. 

A narrativa de Guy Gavriel Kay cotinua empolgante, ele narra os fatos e os retoma esmiuçando todas as suas consequências e detalhes e com isso ele liga todos aos acontecimentos. Um dos elementos que eu já tinha percebido antes, mas que agora ficou bem mais nítido é que o autor “não dá ponto sem nó”, não há um elemento inserido no livro que não tenho um sentido, um porquê. Até o elemento que eu não tinha dado tanta atenção tem um papel importante na história. Tudo é muito bem amarrado e trabalhado. 
O enredo continua sendo o mesmo, a busca de identidade ,de liberdade e a vingança, mas uma das coisas que mais me encantou foi que em certo ponto fica difícil chamar alguém de vilão já que todos têm um motivo, uma busca e um propósito. As lutas pessoais se desencontram e se entrelaçam e na hora derradeira você está torcendo para algo impossível acontecer, você está pedindo para que todos acabem bem em uma festa e dividindo vinho. 
Os personagens são o tesouro desse livro; a história é boa, o plot é perfeito, a narrativa é envolvente mas tudo só ganha sua excelência pois está trabalhada em cima de personagens complexos, profundos, humanos , reais ao mesmo tempo que são inspiradores, e nesse segundo livro isso fica bem mais evidente. Guy Gavriel não vai apenas aprofundar e humanizar os personagens, mas fazer com que eles lidem com o “outro”, com o talvez, com a dúvida sobre o quão seu antagonista é ruim, isso faz com que o leitor se veja e entenda todos os lados. 
O primeiro parágrafo dessa resenha é o que eu espero que um livro faça comigo, que ele se torne parte de minha realidade, sei que nem todos os livros são excelentes, nem todos ficarão guardados em nossa memória, mas é um momento muito especial quando um deles chega a esse patamar e ganha um espaço especial em sua vida e em seu coração. 

Veja a resenha do primeiro livro aqui

Só para finalizar uma adaptação de um poema começado pela Jéssica e finalizado por mim rs: 
Vou me embora pra Tigana
Lá sou amiga de Alessan
Lá tenho o sonho que quero
Na canção que escolherei


12 de junho de 2014

É tetra, é tetra...


 E hoje eu tenho vários motivos para estar feliz: o dia dos namorados (sim, esse é um), o começo da copa (hum, esse não- mas não resisti a piada do título), mas, principalmente, hoje meu filhote, minha cria, minha representação pessoal, enfim, esse espaço amado em que escrevo minhas loucuras faz quatro anos de história. 
O que eu poderia dizer a não ser que tenho todos os motivos para comemorar? Comecei o blog em um momento em que tinha visto alguns outros blogs literários surgirem e pensei “Por que não?” e com isso nasceu o Olhos de Ressaca, de uma paixão minha pela literatura e pela vontade de transmitir tudo o que eu poderia sobre esse mundo. 

Depois, muitas águas passaram nesse rio, o blog mudou de layout e de perspectiva, comecei a falar de outras coisas e sorrateiramente outras paixões invadiram e tomaram seus espaços, os filmes, séries, teatros, eventos e dicas. Com isso o blog ganhou um pedaço maior de mim, e isso se tornou mais latente quando comecei a publicar alguns textos meus, pequenos excertos da minha mente sem muito sentido, mas que mesmo assim são criações minhas. 

E como sempre afirmei e acabei de dizer, o blog hoje é um espelho de mim e, como também estou em uma fase de mudanças, ele também está e a maior de todas até então: o meu pequeno Olhos de Ressaca, que sempre me serviu tão bem, não conseguia mais representar tudo o que eu queria passar, e por esse e outros motivos o blog mudou de nome (e de url também). Hoje ele é o Vintecinco Devaneios, e com isso ele traz em seu título tudo o que quero, o que sou, em minha essência, devaneando sobre o que me rodeia. Eu e a Jéssica (colaboradora), que em vários momentos tem uma opinião tão parecida com a minha, que tem seu espaço tão merecido aqui, e em suas opiniões contrárias ela é meu contraponto. Ainda estou me adaptando e tentando organizar os detalhes dessa mudança (os links, a página do face, o feed, entre outros) mas não poderia pedir melhor presente do que esse, a evolução e a solidificação desse espaço que gosto tanto. 

8 de junho de 2014

Listas Aleatórias: 6 Motivos para ver Breaking Bad



1- Walter White (vulgo Heisenberg): O grande protagonista, o personagem que move todo o enredo da série. Como observou muito acertadamente o meu tio, Walter White é um típico personagem dostoievskiano: alguém com um certo grau de autoilusão, considerando-se extraordinário, e que por isso acredita que seus atos são justificáveis, não importado o quão absurdos ou aterradores eles são. A interpretação de Bryan Craston é magistral, sabendo variar da aparente apatia ao total extremo, persuasivo com a sua manipulação nem sempre sutil. 


Valter Branco

2- Personagens marcantes: Não só o já citado Walter White, mas todos os outros personagens da série. Como o próprio protagonista diz no primeiro episódio da série, a química é a ciência da transformação. E é isso o que vemos em todos os personagens principais ao longo do enredo: Jesse Pinkman, o "sócio" de Walter White, é um dos melhores exemplos disso, um personagem que sofre uma evolução absurda ao longo das 5 temporadas e que, no series finale, em quase nada lembra o personagem que vemos lá no comecinho. É uma grande variedade de personagens diferentes, únicos, cada qual com o seu drama, e todos muito reais. E ainda preciso destacar que Gustavo Fring vai ser um personagem que não vou esquecer tão cedo.



3- O enredo: Parece bobo, sem muito atrativo, afinal, qual motivo faria uma série que fala de um professor de química portador de um câncer terminal e que resolve fabricar metanfetamina para sustentar a família ser tão atrativa? O enredo, aparentemente, é simples, mas o modo como é conduzido e tão bem amarrado acaba sendo, com o perdão do trocadilho, viciante.

4- A capacidade de surpreender sempre. E sem dar nenhum spoiler, só digo que a quarta temporada é de fazer cair o queixo.

5- Uma trilha sonora muito muito boa. As músicas escolhidas para as cenas em que eles estão produzindo a metanfetamina são ótimas, mas a minha favorita vai ser sempre "Black" (Danger Mouse & Daniele Luppi com a Norah Jones) e que encerra a quarta temporada:



6- Mantém um nível de qualidade e coerência do começo ao fim. A maioria das séries que acompanho sempre tem uma temporada mais fraca ou uma certa quantidade de episódios que são mais para encher linguiça do que por qualquer outro motivo. Breaking Bad é boa do começo ao fim, sempre mantendo o espectador ansioso por mais um episódio. E o seu series finale encerrou com maestria um ciclo iniciado no piloto.

6 de junho de 2014

[Evento] V Encontro de Blogs de Letras

Estou devendo esse post há um tempo, então “bora” pagar as dívidas: 

Na última sexta-feira (30/5) ocorreu na livraria Martins Fontes o V Encontro de Blogs de Letras. A editora convidada desse encontro foi a Sesi-Sp. 
Todo esse encontro foi baseado no diferente, para começar pela editora convidada, que eu não conhecia muito antes do encontro, mas que possui um catálogo bem diferente de livros, com quadrinhos, infantis entre outros gêneros que não são tão difundidos, mas que merecem um grande espaço nas prateleiras e nos hábitos de leitura.  
Outro diferencial foi a dinâmica proposta logo no início do encontro, que era baseada nos princípios do speeding date: um speeding meeting, com um minuto, nos revezávamos para poder conhecer um pouco mais sobre o trabalhos dos outros blogueiros presentes. Foi bem interessante e conheci muita gente e blogs legais. 

Na sequência (e enquanto acalmávamos um pouco os ânimos rs) a Cássia realizou uma entrevista com Rodrigo de Faria e Silva, editor chefe da Sesi-Sp Editora, que foi bem interessante apresentando para os blogueiros um pouco mais da missão da editora, sua preocupação com a publicação de livros infantis de qualidade e seu investimento nos quadrinhos e a história de suas publicações. Lançamentos foram apresentados e novidade que estão por vir foram reveladas. 
Continuando com o encontro, foi realizado um quiz entre os blogueiros, o que também foi bem legal pois provou que literatura (seja ela do estilo que for, clássica, fantasia, juvenil... ) foi feita para ser consumida e apreciada. 
Logo após essa dinâmica, Pavarini conduziu um bate-papo que foi simplesmente muito legal com Luiz Bras e Paulo Magrão Garfunkel em que foram discutidos dois temas muito interessantes e de repercussão: alta literatura x literatura de entretenimento e quadrinhos.  O debate gerou questões e discussões bem interessantes, como: o que é um clássico?, a influencia da cultura pop nos quadrinhos, os preconceitos literários , o rumo dos quadrinhos, entre outros. 
Além de uma grande experiência literária, de conhecer e conversar com vários blogueiros, ainda saímos com brindes: 

Esperando agora pelo próximo. 

2 de junho de 2014

[Music Monday] Emotion Sickness

Recordar é viver, e hoje estou num clima remember. Silverchair foi uma das bandas da minha adolescência e que mantive até hoje. Neon Ballroom foi um dos álbuns que fiquei ansiosa no lançamento e ao ouvir amei as faixas, o conjunto da obra, juntei dinheiro da mesada para comprar o CD, decorei as músicas... bem o retrato da minha adolescência musical. E porque não trazer a primeira música desse álbum:



Emotion Sickness
Silverchair

Erupt again ignore the pill
And I won't let it show
Sacrifice the tortures
Orchestral tear cash-flow
Increase delete escape defeat
It's all that matters to you
Cotton case for an iron pill
Distorted eyes
when everything is clearly dying

Burn my knees and
Burn my knees and
Burn my knees and
E-motion sickness
Addict with no heroine
E-motion sickness
Distorted eyes
when everything is clearly dying

Burn my knees and
Burn my knees and pray
Burn my knees and
Burn my knees and pray
[All my friends say]
Get up get up get up get up
Get up get up get up
Won't you stop my pain

E-motion sickness
[To idle with an idol]
Addict with no heroine
Good things will pass
It helps with excess access
Lessons learnt

E-motion sickness
[Lost no friendship]
[Corrosive head pollution]
Lessons learnt