28 de outubro de 2014

[Filme] O Melhor de Mim


Título original: The Best of Me
Duração: 117 min.
Direção: Michael Hoffman
Roteiro: Michael Hoffman, Will Fetters e J. Mills Goodloe / Nicholas Sparks (autor da obra original)
Distribuidora: Imagem Filmes
Ano: 2014
Avaliação: 3/5
Sinopse:Adolescentes, Amanda (Liana Liberato) e Dawson (Luke Bracey) se apaixonam. O pai da garota não aprova o relacionamento e, com o passar do tempo, os jovens acabam se afastando e tomando rumos diferentes. Duas décadas mais tarde um funeral faz com que os dois (Michelle Monaghan e James Marsden) voltem à cidade natal e se reencontrem. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida.

Comentários:
Como cortesia da editora Arqueiro fui assistir a cabine do filme O Melhor de Mim e surpreendentemente eu gostei. 
A parte da surpresa é que apesar de adorar um bom drama não sou tão fã de um romance mais meloso, porém nesse filme a dosagem não me incomodou. 

Começamos com Amanda e Dawson, personagens com vidas diferentes, mas que possuem uma ligação no passado e que devido a um acontecimento se encontram anos depois, com isso têm que reviver questões mal resolvidas em suas vidas. 

O filme vai intercalar momentos entre o passado dos dois construindo suas histórias e criando suas identidades e cenas do presente que contrasta com o relacionamento anterior, hoje são quase dois estranhos, mas com vínculos muito fortes. Conforme ambas as histórias vão evoluindo podemos perceber também a evolução do casal em ambos os tempos. 

O enredo é previsível porém bem construído, o romance e os personagens possuem vários elementos clichês mas isso não desmerece o conjunto, pois apesar de não trazer tantos fatos inovadores ele trata com competência o que se propõe a contar. A única parte que a “rotina” pode vir a atrapalhar é que esse é mais um filme adaptado de uma obra de Nicholas Sparks o que tira a surpresa de alguns acontecimentos. 
Os personagens foram bem construídos, como comentei com algumas amigas após a exibição, preferi mais a interação do casal mais novo, eles se entrosavam melhor e mais naturalmente, mas o trabalho de Michelle Monaghan e James Marsden também é bom. 

Não li o livro para poder comentar sobre a adaptação. Um romance gostoso e tocante para quem gosta do gênero. 


20 de outubro de 2014

[Music Monday] Quase Sem Querer

Hoje a indicação de do Music Monday não tem nenhuma grande explicação a não ser que hoje acordei com o dia nublado, um clima estranho e inevitavelmente isso me remete ao Legião Urbana, com isso trago uma de suas músicas que mais gosto e que está conversando comigo nesta segunda-feira: 



Quase Sem Querer

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo e tão contente

Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo

Já não me preocupo se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto

Já não me preocupo se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê
E eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu quero mesmo que você


18 de outubro de 2014

6 Observações sobre A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler



Tenho que dizer que fiquei agradavelmente surpresa com a leitura de "A Torre Acima do Véu", da autora paraense Roberta Spindler - que conheci na Bienal do Livro de SP deste ano (e uma whovian também!). Comecei a leitura e fiquei grudada na narrativa, e só não devorei o livro com rapidez porque as responsabilidades (chatas e tediosas) da vida adulta me roubaram o tempo. Mas vamos à lista, que é mais interessante que as minhas reclamações - hehe!

1- Distopia nacional, minha gente! Fui com um pézinho atrás, com certo receio devido à moda de distopias dos últimos tempos e com medo de encontrar um "mais do mesmo". Não é o que acontece aqui. Além de fugir um pouco do "americanicismo" que vemos tanto em distopias atuais, a autora dá uma roupagem nova a este mundo pós-apocalipse, principalmente por situar o enredo aqui na América do Sul, na megacidade Rio-Aires, em que há a constante mistura entre português e espanhol.

2- A narrativa já te pega de jeito no prólogo. O desespero causado pela misteriosa névoa e acompanhar a vida difícil dos que sobreviveram e tiveram que se refugir no alto dos prédios é claustrofóbico e sempre tenso, principalmente por causa dos assim chamados "sombras", pessoas que foram afetados pela névoa e já não se parecem mais com seres humanos normais. E saber o que são os tais "sombras", afinal, é uma das sacadas mais legais no livro.

3- Ainda sobre a narrativa: não há excessos. Não são só cenas de ação ou só drama ou só diálogos. É tudo muito bem balanceado, na medida, sem nada que seja desnecessário ao andamento do plot.

4- Os personagens são ótimos. Adoro a Beca, a protagonista, com toda a sua impulsividade e compaixão; adoro todas as nuances do Rato; adoro nunca saber o que esperar do Emir. São personagens bem montados e que agem como pessoas normais, com suas imperfeições e complexidades. E o melhor de tudo: sem ter uma infinidade de descrições sobre o quanto são belos e perfeitos. O universo criado por Roberta é imperfeito, quebrado, doente - e seus habitantes são sobreviventes, arriscando tudo por uma vida decente.


Fanart de Beca, protagonista de A Torre Acima do Véu
Fanart de Rato - só o meu personagem favorito do livro

5- O universo criado é todo muito coerente. O fato de Beca ter habilidades especiais tem uma explicação muito boa, já que ela não é a única a ser assim. Toda uma geração nascida após o surgimento do véu acabou sendo afetada por sua influência e suas habilidades manifestaram-se nas mais diferentes formas. É bom saber que ela não é "A Escolhida", somente alguém que acabou se envolvendo em algo maior do que ela e que precisa encontrar uma solução, utilizando os meios ao seu alcance para isso.

6- Fugiu do conceito de se ter um poder totalitarista que controle tudo e seja o grande vilão da história. Embora a Torre tenha controle sobre muitas coisas, inclusive sobre o que restou da boa tecnologia encontrada após o surgimento do véu e tenha encoberto fatos e escondido informações do restante da população, eles não são o antagonista aqui. Já é um alívio ler algo um pouco diferenciado, sem ter mais um "Grande Irmão".

No mais, é uma leitura altamente recomendada, podem ler sem medo! ;D

16 de outubro de 2014

[Livro] O silêncio do túmulo – Arnaldur Indridason


Livro: O silêncio do túmulo
Titulo Original: Grafarþögn
Autor: Arnaldur Indridason
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2011
Avaliação: 4/5
Sinopse:Um esqueleto, provavelmente datado da Segunda Guerra, é encontrado nas gélidas imediações de Reykjavík, Islândia. Enquanto um grupo de arqueólogos trata de removê-lo e analisá-lo, cabe ao inspetor Erlendur desencavar histórias escabrosas não resolvidas da região. Mas acontecimentos tão antigos são difíceis de ser retraçados, sobretudo quando nem todo mundo deseja lembrar-se deles. Quem afinal morava no chalé inacabado do alto da colina, e o que aconteceu lá? Pode um crime brutal ter ocorrido no quartel dos aliados, instalado naquele local durante a guerra? Será que a jovem mulher, comprometida com um homem bem-sucedido de uma tradicional família islandesa, jogou-se mesmo ao mar, sem motivo aparente? Essas não são, no entanto, as únicas questões que pairam sobre a cabeça do policial; sua filha, Eva Lind, com quem ele mantém uma relação distante, entrou em coma devido ao abuso de drogas. O acontecimento leva Erlendur a questionar toda a sua vida, bem como a rememorar um trauma de infância envolvendo o irmão e uma tempestade de neve. (fonte: Skoob)

Comentários:
Eu estava em busca de uma leitura diferente, algum elemento que fugisse um pouco do padrão, um autor novo, enfim, foi com esse sentimento que acabei me deparando com a leitura de O Silêncio do Túmulo, de Arnaldur Indridason.
Além de ser um escritor novo em meu repertório, também foge do padrão americano ou inglês, ele é islandês e em si traz características próprias de sua escrita.
O livro tratará de vários mistérios que ocorreram tempos atrás, uma criança acha ossos em uma área de recente expansão, o que leva os investigadores ao centro de um mistério, esse esqueleto pertence há uma época mais remota e talvez seja fruto de um crime. 
Com esses dados Arnaldur trará três investigadores para o caso: Erlendur, Elínborg e Sigurdur Óli. Uma das características dessa obra é que além do crime temos uma abordagem do que está acontecendo na vida dos investigadores. Erlendur, que nunca teve muito contato cm sua família, agora tenta ajudar a filha com graves problemas com drogas; Sigurdur Óli está com problemas de relacionamento com sua mulher, porém a vida de Elínborg, a única mulher da equipe, não é muito explorada. 
Gostei da forma como a investigação é levada durante a história, assumo que por ser um crime que seria pautado apenas em lembranças achei que o ritmo seria lento, mas fui surpreendida, pois durante a investigação descobrimos uma mulher que supostamente se jogou no mar e, além disso, acompanhamos a narrativa de uma família que é oprimida por um homem violento. Com todos esses aspectos é impossível saber o que realmente aconteceu, a narrativa dá voltas e voltas e fiquei sempre mudando de opinião sobre o que tinha acontecido, no fim tenho que dizer que gostei muito da resolução dada. 
Outro grande drama é a relação familiar de Erlendur, principalmente com sua filha, que revelou muitos aspectos do personagem e um tema que é complicado que envolve a distância de pais e filhos e o relacionamento durante e após uma separação. Adorei os dramas e conflitos internos desse personagem que é o mais rico da narrativa. 
Sobre o projeto editorial tenho duas observações, a primeira é que tive dificuldades de assimilar os nomes, por ser de origem islandesa, mas gostei de terem mantido na tradução, tornou a história mais real, mais local. Outra escolha da tradução foi manter as aspas nas falas quando normalmente o usado são os travessões, mas isso não alterou meu fluxo de leitura. 
Por fim quero dizer que a leitura me impressionou, fiquei envolvida na história e estou curiosa pelos outros livros que trazem Erlendur como personagem. 

12 de outubro de 2014

[Sorteio] Livro Sempre


Oi amigos, dia 29 de outubro é comemorado "O Dia Nacional do Livro", e claro não podíamos deixar a data passar em branco. Pensando nisso, alguns blogs amigos resolveram se juntar e fazer a Promoção Livro Sempre, afinal, para nós que somos apaixonados por livro, todo dia é dia de livro... Serão sorteados dois kits com quatro livros cada. Para participar basta ter endereço de entrega no Brasil e preencher o formulário do kit desejado. Serão sorteados dois ganhadores diferentes.
Kit 1: Histórias Sem Fim: A Garota que Tinha Medo Alegria de Viver: As Gêmeas Fábrica dos Convites: Eu Compro, Sim! Cantinho da Gladys: Os Amores da Pantera
Kit 2: Desbrava(dores) de Livros: Morgana e Charles Vintecinco Devaneios: O Preço de Uma Lição  MilkShake de Palavras: O Que Falta Para Você Ser Feliz?  Memories of the Angel: De Coração para Coração 
Um e-mail será enviado ao ganhador, que terá 3 dias para respondê-lo com seus dados de entrega para que o sorteio não seja refeito.

Cada blog é responsável pelo envio do seu livro, e tem o prazo de 60 dias para enviá-lo. Não nos responsabilizamos por danos, demora ou extravios durante o transporte. Esta atividade é recreativa e a participação é voluntária e gratuita. Ao se inscrever, o participante declara concordar com as regras aqui descritas.

10 de outubro de 2014

[Filme] O Doador de Memórias



Título original: The Giver
Duração: 97 min.
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Robert B. Weide
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2014
Avaliação: 3,5/5
Sinopse:Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade.

Comentários:
O Doador de Memórias foi um filme que eu tinha uma curiosidade branda de assistir, só tinha visto o trailer uma vez e ainda não li o livro então não estava com uma expectativa muito grande em relação a adaptação, por isso posso dizer que gostei do resultado final.

Mais uma distopia que mostra uma nova realidade, em um futuro onde as pessoas vivem em comunidades e são tratadas como iguais em todos os aspectos, devido a remédios suas emoções são retiradas para que não haja sentimentos ruins, eles devem ser específicos em sua fala e vivem em um sistema político bem rigoroso regido por anciões, mas aparentemente todos estão bem assim. Em certo momento os jovens passam por uma cerimônia para descobrir qual será a profissão que seguirão na vida quando se descobre que Jonas será um recebedor de memórias. Nesse sistema apenas uma pessoa é responsável por manter todas as memórias da história da civilização para poder aconselhar e ajudar e agora Jonas foi o escolhido pelo cargo trabalhando direto com o doador de memórias, porém nesse processo ele descobre que as coisas não estão tão certas quanto ele imaginava.

Logo de início gostei muito da forma como foi representada a civilização com falta de emoções, as primeiras tomadas são todas em preto e branco e isso passou bem a sensação do que seria a falta de emoções e sentimentos. As tomadas são bem feitas, nada muito grandioso, afinal os personagens vivem em uma pequena comunidade, mas os ambientes apresentados fazem jus a história.

Gostei do enredo, tenho uma grande dificuldade com distopias pois elas tem que me convencer, e essa realmente me convenceu, consigo entender a motivação dessa nova sociedade e o filme mostrou bem os caminhos e as causas que levaram a essa escolha.
Sobre os atores tenho que dizer que não vi grandes atuações, esse filme tem uma das atrizes que mais admiro, Meryl Streep, que apesar de ter um papel importante na história não foi bem aproveitada pela trama, senti que atuação ficou um pouco no marasmo.

Como comentei antes, não consegui ler o livro antes de ver o filme então não tenho como comentar sobre a adaptação da obra, mas posso dizer que apesar de não ter sido um filme grandioso nem que tenha me deslumbrado foi bem competente e que gostei de forma geral. 

6 de outubro de 2014

[Music Monday] Hometown Glory

Como tinha comentado em um post de música anterior, eu tenho muita relutância com novidades, e com isso acabo perdendo ou me atrasando para descobrir coisas que valham a pena, e o Music Monday de hoje é um bom exemplo dessa situação: Adele foi uma artista que estourou alguns anos atrás, e eu relutei bastante em ouvir, mesmo com a música que foi trilha sonora da novela tocando em todos os lugares eu não queria conhecer mais nada, até que a Jéssica me forçou a ter um pouco de bom senso (ela simplesmente colocou os dois CDs lançados da Adele no meu mp3 e falou que eu tinha que ouvir e ponto) e depois disso tenho que admitir que amo essa cantora, sua voz e suas músicas e para essa segunda quero trazer uma das que mais gosto: 


Hometown Glory

I've been walking in the same way as I did
Missing out the cracks in the pavement
And tutting my heel and strutting my feet
Is there anything I can do for you dear?
Is there anyone I could call?
No and thank you please madam
I ain't lost just wondering

Round my hometown
Memories are fresh
Round my hometown
Oh the people I've met
Are the wonders of my world
Are the wonders of my world
Are the wonders of this world
Are the wonders now

I like it in the city
When the air is so thick and opaque
I love to see everybody in short skirts
Shorts and shades
I like it in the city when two worlds collide
You get the people and the government
Everybody taking different sides

Shows that we ain't gonna stand shit
Shows that we are united
Shows that we ain't gonna take it
Shows that we ain't gonna stand shit
Shows that we are united

Round my hometown
Memories are fresh
Round my hometown
Oh the people I've met

Are the wonders of my world
Are the wonders of my world
Are the wonders of this world
Are the wonders of my world


4 de outubro de 2014

Listas Aleatórias: 10 Músicas para deixar um ex no recalque

Na música, é fácil encontrar canções para curtir dor de cotovelo. Falar de fossa é fácil, meus amigos, fácil demais. Mas e quando o contrário acontece? Quando o amor acaba, o relacionamento é rompido, mas tudo é superado mais facilmente - e você, vejam só!, acaba saindo por "cima da carne seca"?

O Listas Aleatórias dessa semana é dedicado aos desalmados (ou não!) que saíram de um relacionamento e deixaram o ex curtindo uma dorzinha de cotovelo. 

Porque provocar o recalque alheio também faz parte do processo.


1- Eu nunca te amei, idiota - Ana Carolina



2- Eu que não amo você - Engenheiros do Hawaii



3- 1º de Julho - Legião Urbana



4- Top Top - Cássia Eller


5- Meu Erro - Paralamas do Sucesso


6- Olhos nos olhos - Chico Buarque



7- Cry me a river - Justin Timberlake



8- Chorando se foi - Kaoma



9- Bye bye bye - N'Sync



10- Don't Stay - Linkin Park



Bônus: Mein Herr - Lisa Minelli