31 de janeiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Anomalisa


Sinopse: 
Michael Stone (voz de David Thewis) é um palestrante motivacional que acaba de chegar à cidade de Connecticut. Ele segue do aeroporto direto para o hotel, onde entra em contato com um antigo caso para que possam se reencontrar. A iniciativa não dá certo, mas Michael logo se insinua para duas jovens que foram ao local justamente para ver a palestra que ele dará no dia seguinte. É quando ele conhece Lisa (voz de Jennifer Jason Leigh), por quem se apaixona. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Sabe aquele filme que te surpreende em todos os aspectos, essa foi minha sensação assistindo Anomalisa, fui assistir com um conceito errado e a cada cena a animação me surpreendia. 

Primeiro, fui erroneamente acreditando ser um desenho infantil e não poderia estar mais enganada, Anomalisa é uma animação para adultos, com temas e cenas para adultos, cru e complexo. 

Na superfície a animação vai contar a história de Michael Stone, um palestrante motivacional que chega a uma cidade para dar uma palestra, porém conforme a história se desenvolve percebemos que há um vazio e uma confusão em sua vida que ele não consegue trabalhar até conhecer Lisa com quem irá se envolver. 


Disse na superfície pois a animação é cheia da camadas e detalhes que completam e dão mais profundidade ao drama, na verdade acho que foram tantas camadas que tenho a sensação de que preciso assistir ao filme mais uma vez para pegar tudo. 

Mas tratando de alguns aspectos que compõe a animação temos vários elementos que logo de início irão causar certo estranhamento, mas no contexto geral eles têm uma ligação com toda a narrativa, um deles é que tirando Michael e Lisa todos os outros personagens possuem a mesma voz, sejam eles homens ou mulheres eles possuem a mesma voz, e isso é passivo e várias interpretações sobre como o personagem interage com o mundo. 

Outro ponto é o traço da animação, ele vai ter uma ligação com o real, deixando de lado qualquer ligação com um traço mais infantil, mas por outro lado ele é suave e fluído e com ele temos vários aspectos interessantes como o desenho dos rostos dos personagens que parece ser “repartido”. 


Como eu disse anteriormente, Anomalisa possui várias camadas que vão compor a história, e não é uma animação fácil de se absorver, é preciso de um tempo para pensar em seu aspecto. Não posso dizer que gostei muito dessa animação, mas  fiquei surpresa com sua estrutura e o modo como tudo foi apresentado, a animação me fez parar para pensar e ligar os pontos no fim. 

Definitivamente não recomendo para todos, mas para aqueles que estão curiosos só posso dizer que é uma experiência diferente.


Título original: Anomalisa
Duração: 91 min.
Direção: Charlie Kaufman, Duke Johnson
Roteiro: Charlie Kaufman
Distribuidora: Paramount
Ano: 2015
Avaliação: 2,5/5

29 de janeiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] A grande aposta



Sinopse: 
Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão morreu. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
A grande aposta foi um dos filmes da lista que eu não sabia absolutamente nada, e um pouco antes de começar a assistir dei uma busca na sinopse e com acabei não esperando muito, mas tive uma boa surpresa e no fim achei um filme bem interessante. 

O filme vai contar sobre como se deu a crise imobiliária nos EUA em 2007 que acabou por quase quebrar o país, e como poucos economistas perceberam a situação e acabaram apostando contra esse sistema imobiliário. 


Tenho alguns pontos que me chamaram a atenção e me agradaram nesse filme, o primeiro é sobre sua narrativa, e posso dizer, no jeito mais literal possível, que ela é muito “louca”, usando de vários recursos para dar ritmo e tornar um assunto que poderia ser chato (afinal esse filme é regado de transações monetárias e siglas) em algo dinâmico e que prende a atenção. O primeiro recurso é que o filme possui um narrador que além de dar ritmo e sequência a história irá interagir com o espectador, várias vezes se voltando para aquele que está do outro lado da tela e fazendo intervenções. Outro recurso que me fez rir muito foi uma técnica de parar a história e inserir uma cena que aparentemente não tem relação com a sequência do filme para explicar os termos tratados, e apesar de parecer um pouco sem propósito funcionou muito bem, afinal deu um tom de comédia em um assunto tão quadrado e técnico. 

A história também me agradou, e para mim foi um surpresa, não gosto tanto de algo com a linguagem muito técnica (e sou de humanas, as contas e especulações simplesmente não são pra mim), mas o filme conseguiu me prender, pois ele vai além da parte técnica, mostra de um jeito que as pessoas possam entender o que aconteceu naquela época, como um país com uma economia tão forte não conseguiu prever essa crise, e como aqueles que sabiam o que aconteceria lidariam com a situação. 


O trabalho dos atores estava bom mas não sinto que se superaram em sua interpretação, porém também acho que isso fazia parte do clima do filme, afinal o grande foco não era nas pessoas, mas sim na situação que as rodeava. 

Um filme que achei que não iria gostar mas que me agradou bastante, porém não sei se irá agradar a todos por seu estilo de narrativa diferente e até pelo tema específico que trata, mas vale a pena tentar e não se deixar vencer pela estranheza inicial.



Título original: The Big Short
Duração: 130 min.
Direção: Adam McKay
Roteiro: Adam McKay e Charles Randolph
Obra original: Michael Lewis
Elenco: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt, John Magaro etc. 
Distribuidora: Paramount. 
Ano: 2016
Avaliação: 4/5

28 de janeiro de 2016

[Por onde andei] Galeria do Rock Walking Tour - Roteiro Cultural

Foto: Facebook Galeria do Rock Walking Tour

Vocês podem se perguntar “Mas fazer um passeio turístico na cidade em que nasceu e mora há 27 anos?” e agora eu respondo: Sim, sim, sim. 

No último dia 23 de janeiro participei de um programa diferente, um roteiro cultural pelo centro de São Paulo que explorou várias formas de arte, como o grafite, arte de rua e arquitetura. Porém o tour foi além disso, levantando questões sobre o nosso papel na cidade e o olhar com que a vemos, e para mim foi um grande momento de reflexão. 

O roteiro passou por ruas e pontos icônicos do centro, como o centro cultural dos Correios, o Mosteiro São Bento, o viaduto Santa Efigênia e algumas ruas do centro como a Quitanda e a XV de Novembro com enfoque em alguns de seus prédios mais conhecidos. O tour se encerrou na Galeria do Rock com uma grande lição sobre sua história e importância para o centro de São Paulo assim como para a cultura que até hoje reside naquele local. 


Uma das propostas desse passeio foi tentar ter um novo olhar para esses pontos que estão presentes em nosso dia a dia, e no meu caso foi uma experiência renovadora, poder olhar para a cidade que tanto amo com olhos de turista e ver a beleza camuflada nas reclamações diárias, foi entender em vários elementos uma expressão da população, e aprender a respeitar (mesmo sem concordar, afinal isso vai além dos meus gostos ou opiniões) em como a arte é a representação de um povo, uma voz que precisa ser ouvida. 

Se pudesse colocar em poucas palavras tudo o que senti quando fiz esse tour foi o de conseguir ver a beleza através do cinza, do caos, do medo e dos problemas. Explicando um pouco para quem possa não conhecer, o centro de São Paulo é um marco histórico da cidade, mas que também é um reduto de receio, reclamações e descaso. Porém andando pelas suas ruas e ouvindo sobre seus ícones consegui focar meu olhar além do cotidiano, e finalmente enxergar a beleza guardada nesse espaço. 


Outro ponto que é inevitável pensar após passar por isso é se conscientizar sobre seu papel em relação a cidade, no que você pode fazer por ela, não tocando no ponto de o que o governo pode fazer, mas nós enquanto moradores, visitantes ou apreciadores podemos fazer por São Paulo para torná-la mais humana, e só o fato de ter um novo ponto de vista sobre ela já é um bom começo. 

No fim posso dizer que foi uma experiência que me modificou, e com certeza quero ter outros momentos como esse, pois sim, sou paulistana e amo São Paulo, mas ver minha cidade com olhos  de turista me fez perceber que não a aproveito em sua totalidade e que ela ainda tem muito para me oferecer e eu muito a fazer por ela. 


O tour foi realizado por Galeria do Rock Walking Tour, uma parceria entre Instituto Cultural Galeria do Rock e I Love São Paulo para trazer uma experiência que irá explorar vários aspectos do centro. Ainda serão realizados mais dois Roteiros, um histórico e um por galerias do centro, para mais informações acesse a página do projeto aqui

Para conhecer o I Love São Paulo acesse aqui

Para conhecer o Instituto Cultural Galeria do Rock acesse aqui

Minhas fotos do tour estão na página do blog, para poder vê-las acesse aqui 

27 de janeiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Perdido em Marte



Sinopse: 
O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Perdido em Marte foi um filme muito bom que assisti ano passado, porém acabei me enrolando e não percebi que não tinha feito a resenha, e por culpa da preguiça acabei deixando de lado, mas como o destino gosta de rir de mim encontrei esse filmes mais uma vez na lista de indicados ao Oscar 2016, o que não me deixou escapar de finalmente fazer essa resenha, mas como gostei muito do filme isso não será um grande esforço. 



Perdido em Marte vai contar a história de Mark Watney, um astronauta e botânico que estava em missão em Marte, porém algo inesperado acontece e sua equipe é forçada a deixar o planeta as pressas e por ser dado como morto ele é deixado lá.  Mas como o filme não poderia acabar nos seus primeiros dez minutos Mark não está morto, e agora ele terá que usar toda a sua inteligência e criatividade para sobreviver em um ambiente inóspito totalmente sozinho até que uma próxima missão possa vir resgatá-lo. 

Quando vi a sinopse do filme fiquei um pouco receosa, pois histórias de pessoas sozinhas na galáxia costumam me deixar um pouco entediada, mas foi o efeito totalmente inverso que Perdido em Marte causou, fiquei presa na cadeira do cinema com cada acontecimento, fui totalmente envolvida pelo filme. 


Matt Damon fez um bom trabalho no papel de Mark Watney, afinal grande parte do filme é com as vivências do personagem e os momentos de tensão intercalados com o bom humor do astronauta dão o toque ao longa, intercalando seriedade com comédia ao ponto de mal perceber o tempo passar. 

Em contra ponto ao solitário Mark vemos todos os envolvidos e planos da Nasa para resgatar seu astronauta, outro fator que dá agilidade a história e gera uma maior torcida. 

Um fator que achei interessante no filme é que apesar de ele ser repleto de termos e conceitos técnicos ele não deixa o telespectador se sentir burro, nem com explicações maçantes nem pela falta delas, os termos são inseridos e explicados de forma natural e não quebram o ritmo da história. 



Um bom filme para aqueles que querem começar a maratona do Oscar, na verdade um bom filme em geral.  


Acompanhe o andamento da Maratona aqui. 


Título original: The Martian
Duração: 144 min.
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Drew Goddard
Obra original: Andy Weir
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Jeff Daniels, Michael Peña, Sean Bean, Kate Mara, Sebastian Stan, Chiwetel Ejiofor etc.
Distribuidora: FOX Filmes
Ano: 2015
Avaliação: 4/5

26 de janeiro de 2016

[Livro] As espiãs do Dia D – Ken Follett


Sinopse:
Segunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado.
Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera. As espiãs do Dia D é um thriller de ritmo cinematográfico inspirado na vida real. Lançado originalmente como Jackdaws, traz os personagens marcantes e a narrativa detalhada de Ken Follett.  (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Estava com saudade de ler uma história de Follett, e ler As espiãs do dia D matou essa vontade e ainda aumentou a admiração que tenho por esse autor. 

Apesar de ter comentado que estava com saudade da escrita de Follett, assumo que economizei esse livro para poder aproveitá-lo com calma, pois ele trata de dois temas que gosto muito: histórias de guerra e mulheres fortes. 

Em As espiãs do dia D iremos conhecer a história da participação de Felicity Clairet, uma oficial da Executiva de Operações Especiais britânica que trabalhava junto com a Resistência Francesa para sabotar os alemães que invadiram a França e ajudar os Aliados na invasão. 

Por outro ponto de vista também conheceremos a história de Dieter Franck, um major que trabalhava para Alemanha como especialista em interrogatórios e como ele se posiciona e age nesse lado da guerra. 

Temos nesse livro a típica narrativa de Follett que irá intercalar os pontos de vista entre Felicity e Dieter e nesse caso deu um toque todo diferente ao livro, pois temos a ideia fixa de que os alemães são os únicos errados e maus de todos os acontecimentos, mas com esse estilo de narrativa Follett vai colocar a história em perspectiva e fazer o leitor pensar, pois na verdade ambos os personagens estão em uma guerra fazendo algo que não concordam mas que são obrigados a fazer por sobrevivência, na verdade o que quero dizer é, sim a Alemanha estava errada, mas quantas perdas são necessárias para que o outro lado ainda seja considerado certo? 

A história da narrativa terá uma sequência temporal curta, menos de um mês no decorrer dos fatos, mas isso não prejudica em nada o livro, pois foram os instantes finais antes do Dia D e muita coisa acontecia em um ritmo frenético e quanto mais perto da data tão conhecida, mas a narrativa fica tensa e rápida, e isso trabalha muito bem com a história. 

Como forma de conseguir sabotar uma central telefônica Felicity monta uma equipe de mulheres para tentar realizar a missão e esse é outro diferencial do livro, pois nas guerras geralmente o trabalho das mulheres é desmerecido ou esquecido e aqui ele vai mostrar o como elas foram importantes e fortes. 

O único ponto que tenho como ressalva é que acho que deveria “ter mais livro”, calma que eu explico: Já li alguns livros do Follett e percebi que as narrativas longas dele são as melhor trabalhadas. As espiãs do Dia D não é um livro ruim ou incompleto em momento nenhum, como disse antes o tempo da narrativa apesar de curto cabe bem a obra, mas sinto que se ele tivesse escrito um pouco mais poderia ter desenvolvido melhor os personagens apresentados, trabalhando outras minúcias ou trazendo mais a frente da lente algum personagem secundário interessante, mas como disse antes isso não prejudica a obra. 

Adorei o livro, ele me prendeu e me apresentou uma das personagens que mais gostei, além de ser um bom livro para conhecer o Follett se não quiser se aventurar de início pelos calhamaços.




Título Original: Jackdaws
Autor: Ken Follett
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Número de páginas: 448
Avaliação: 4/5 

25 de janeiro de 2016

[Maratona Oscar/Music Monday] Earned It


E dando início aos trabalhos da Maratona Oscar vou mudar um pouco a programação do Music Monday: até o dia da premiação vou apresentar nessa coluna os indicados a melhor música. 

Vou começar por Earned It, música indicada pelo filme 50 tons de cinza. 

A música é do artista The Weeknd e vai transmitir bem o clima de 50 tons de cinza. Não faz muito meu estilo, mas como representante do filme ela funciona bem. 

Earned It

I'mma care for you
I'mma care for you, you, you, you

You make it look like it's magic (oh, yeah)
'Cause I see nobody, nobody but you, you, you
I'm never confused, hey hey
And I'm so used to being used

So I love when you call unexpected
'Cause I hate when the moment's expected
So I'mma care for you, you, you
I'mma care for you, you, you, you, yeah

'Cause, girl, you're perfect
You're always worth it
And you deserve it
The way you work it

'Cause, girl, you earned it (yeah)
Girl, you earned it, yeah

You know our love would be tragic (oh, yeah)
So you don't pay it, don't pay it no mind, mind, mind
We live with no lies, hey hey
You're my favorite kind of night

So I love when you call unexpected
'Cause I hate when the moment's expected
So I'mma care for you, you, you
I'mma care for you, you, you, you, yeah

'Cause, girl, you're perfect (girl, you're perfect)
You're always worth it (always worth it)
And you deserve it (and you deserve it)
The way you work it (the way you work it)

'Cause, girl, you earned it (earned it) (shit)
Girl, you earned it, yeah

On that lonely night (lonely night)
We said it wouldn't be love
But we felt the rush
It made us believe it was only us (it was only us)
Convinced we were broken inside (yeah)
Inside (yeah)

'Cause, girl, you're perfect (girl, you're perfect)
You're always worth it (you're always worth it)
And you deserve it (and you deserve it)
The way you work it (the way you work it)

'Cause, girl, you earned it (girl, you earned it) (yeah)
Girl, you earned it (you earned it) (yeah)

'Cause, girl, you're perfect
The way you work it
I deserve it


24 de janeiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] O início


No último dia 14 foi divulgada a lista de indicados ao Oscar 2016, e como uma das metas do ano era repetir a maratona que fiz em 2015, aqui estou eu para mais um missão, dando a largada para a Maratona Oscar 2016. 

Para manter uma perspectiva realista e conseguir manter minhas promessas vou me propor a assistir e resenhar os indicados de melhor filme e animação, se eu conseguir finalizar essa meta antes da premiação vou indo para os filmes das próximas categorias, como melhor diretor, ator e atriz. 

Alguns filmes eu já tinha visto ano passado ou no começo desse ano e, por isso, já possuem resenhas no blog, esses já vão ser linkados no começo dessa postagem, os demais eu vou gerando o link conforme for assistindo e atualizando por aqui. Pretendo ter um enfoque quase total para o Oscar até o dia 28 de fevereiro, quando será a premiação, abrindo apenas poucas exceções para algumas postagens que não podem ser adiadas. 

Com isso, estou dando a largada para essa maratona, afinal, missão dada é missão cumprida. 

Abaixo a lista de indicados: 

FILME


DIREÇÃO

Adam McKay, "A Grande Aposta"
Alejandro G. Iñarritu, "O Regresso"
Lenny Abrahamson, "O Quarto de Jack"

ATOR

Bryan Cranston, "Trumbo – Lista Negra"
Leonardo DiCaprio, "O Regresso"
Eddie Redmayne, "A Garota Dinamarquesa"
Michael Fassbender, "Steve Jobs"
Matt Damon, "Perdido em Marte"

ATOR COADJUVANTE

Christian Bale, "A Grande Aposta"
Tom Hardy, "O Regresso"
Mark Rylance, "Ponte dos Espiões"
Sylvester Stallone, "Creed: Nascido Para Lutar"

ATRIZ

Cate Blanchett, "Carol"
Brie Larson, "O Quarto de Jack"
Jennifer Lawrence, "Joy: O Nome do Sucesso"
Charlotte Rampling, "45 Anos"
Saoirse Ronan, "Brooklyn"

ATRIZ COADJUVANTE

Jennifer Jason Leigh, "Os Oito Odiados"
Rooney Mara, "Carol"
Rachel McAdams, "Spotlight"
Alicia Vikander, "A Garota Dinamarquesa"
Kate Winslet, "Steve Jobs"

ROTEIRO ORIGINAL

"Ex-Machina: Instinto Artificial"
"Straight Outta Comptom – A História de N.W.A"

ROTEIRO ADAPTADO

"Carol"

DOCUMENTÁRIO

"Amy"
"Cartel Land"
"The Look of Silence"
"O Que Aconteceu, Miss Simone?"
"Winter on Fire"

DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

"Body Team 12"
"Chau, beyond the Lines"
"Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah"
"A Girl in the River: The Price of Forgiveness"
"Last Day of Freedom"

MONTAGEM


MAQUIAGEM E CABELO

"Mad Max: Estrada da Fúria" Lesley Vanderwalt, Elka Wardega and Damian Martin
"The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared" Love Larson and Eva von Bahr
"O Regresso" Siân Grigg, Duncan Jarman and Robert Pandini

TRILHA SONORA ORIGINAL

"Ponte dos Espiões" Thomas Newman
"Carol" Carter Burwell
"Os Oito Odiados" Ennio Morricone
"Sicário: Terra de Ninguém" Jóhann Jóhannsson

DESIGN DE PRODUÇÃO

"A Garota Dinamarquesa"

CURTA-METRAGEM

"Ave Maria"
"Day One"
"Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)"
"Shok"
"Stutterer"

ANIMAÇÃO


CURTA DE ANIMAÇÃO

"Bear Story"
"World of Tomorrow"
"Prologue"
"We Can't Live Without Cosmos"
"Os Heróis de Sanjay"

FILME ESTRANGEIRO

"O Abraço da Serpente" (Colômbia)
"Cinco Graças" (França)
"O Filho de Saul" (Hungria)
"Theeb" (Jordânia)
"A War" (Dinamarca)

FOTOGRAFIA

"Carol"
"Os Oito Odiados"
"Sicário: Terra de Ninguém"

FIGURINO

"Carol" - Sandy Powell
"Cinderella" - Sandy Powell
"A Garota Dinamarquesa" - Paco Delgado

CANÇÃO ORIGINAL

"Earned It", de "Cinquenta Tons de Cinza" (Abel Tesfaye/Ahmad Balshe/Jason Daheala/Stephan Moccio)
"Manta Ray", de "A Corrida contra a Extinção" (J. Ralph/Antony Hegarty)
"Simple Song #3", de "Juventude" (David Lang)
"Til It Happens To You", de "The Hunting Ground" (Diane Warren/Lady Gaga)
"Writing's On The Wall", de "007 contra Spectre" (Jimmy Napes/Sam Smith)

EFEITOS VISUAIS

"Ex Machina"

EDIÇÃO DE SOM

"Sicário: Terra de Ninguém"

MIXAGEM DE SOM


22 de janeiro de 2016

Desafio mais cultura 2016

Estava no meu canto pensando que apesar de amar desafios eu não tinha proposto nada novo para mim esse ano (além de dar prosseguimento aos desafios já iniciados aqui no blog), até que a Jéssica me apresentou uma proposta interessante e agora tenho um novo desafio para esse ano: 

DESAFIO MAIS CULTURA 2016 

  • Assistir um musical
  • Visitar um ponto turístico da sua cidade
  • Assistir os filmes indicados ao Oscar 2016 de melhor filme
  • Fazer um piquenique ao ar livre
  • Levar uma criança em um espetáculo infantil
  • Assistir um espetáculo de dança
  • Ir a uma exposição de fotografia
  • Assistir um filme clássico em preto e branco
  • Ler um livro de história em quadrinhos
  • Ir ao cinema sozinho
  • Comer uma comida típica de outro país
  • Colaborar com um projeto cultural de financiamento coletivo
  • Assistir um filme estrangeiro que não tenha sido feito nos EUA
  • Ler um livro que você jamais escolheria
  • Visitar um museu
  • Ira um concerto de música clássica
  • Visitar uma feira de artes local
  • Assistir uma animação
  • Ensinar uma atividade lúdica a uma criança
  • Doar um livro
  • Sugerir uma música a um amigo
  • Visitar um espaço cultural que você nunca foi
  • Fazer uma aula experimental de alguma atividade de lazer
  • Ir a um jogo de esporte que não seja futebol


Alguns itens desse desafio eu já faço hoje, outros estavam nos meus planos e outros eu nem tinha pensado, mas gostei da ideia. Alguns vão ser muito difíceis, principalmente os que envolvem crianças, pois não convivo com muitas, mas em grande parte vou tentar cumprir a maioria das tarefas. 

A Jéssica me passou a imagem em um post do face, com isso não sei que é o criador desse desafio, caso alguém saiba por favor me avise para dar os devidos créditos. 

#desafioaceito


20 de janeiro de 2016

[Filme] Snoopy e Charlie Brown - Peanuts - O Filme


Sinopse: 
Próximo das férias de inverno, a vida de Charlie Brown e sua turma sofre uma mudança com a chegada na cidade de uma garotinha da cabelo vermelho. Brown logo se encanta pela jovem e tenta lutar contra sua timidez e sua baixa autoestima para falar com ela. Ao mesmo tempo, Snoopy encontra uma máquina de escrever e começa a imaginar uma história pra lá de fantasiosa e heróica. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Adoro ver as animações de férias do começo de ano, e a escolhida da vez foi Snoopy & Charlie Brown O filme, não sabia o que esperar, mas posso dizer que foi um filme voltado para o público infantil, mas com mensagens para todas as idades e deixou minha tarde bem mais leve. 



O filme vai trazer características bem demarcadas, mantendo clara sua origem nas tirinhas. Ele não possui aqueles efeitos complexos das grandes animações, é na simplicidade que ele ganha seu espaço. Os personagens mantêm os traços dos quadrinhos e não há grande desenvolvimento dos planos o que força o foco nos personagens e na história em si, que é muito boa de acompanhar. 

Nesse filme Charlie continua lidando com suas inseguranças enquanto aproveita um dia de neve e folga na escola com sua turma, ele e Snoopy tentam superar as dificuldades, porém ele acaba não conseguindo, até que na volta as aulas Charlie conhece uma criança nova que chegou ao bairro, uma garotinha ruiva por quem se apaixona e agora ele procura de todas as maneiras dar o melhor de si e mudar para impressionar a menina. 


Agora indo um pouco além da história em si,  queria explicar que quando falo que é um filme infantil estou me referindo a dois pontos, um deles é seu aspecto estético, ele não traz grandes complexidades nem modernidades, os cenários e os personagens são simples, as cenas não possuem grandes sequências de ação e os traços e efeitos são simples. O outro ponto é que enquanto visto com os olhos de uma criança o filme não traz grandes discussões ou complexidade, elas riem e se divertem, mas na superfície tudo é muito simples. Porém quando visto pelos olhos de um adulto com um pouco mais de vida nas costas algumas situações ganham outro sentido, outras cores (no meu caso me vi rindo em vários momentos durante a sessão quando crianças estavam mudas), vários aspectos da história tocam os corações um pouco mais calejados, por assim dizer (só posso dizer que entendo/sou Charlie Brown rs). 

Um filme curto mas que vale a pena para aqueles que quiserem um bom momento e alegrar o coração.  




Título original: The Peanuts Movie
Duração: 88 min.
Direção: Steve Martino
Roteiro: Craig Schulz, Bryan Schulz e Cornelius Uliano
Obra original: Charles M. Schulz
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2016
Avaliação: 3,5/5

18 de janeiro de 2016

[Music Monday] Little Lion Man


Nesse Music Monday quero trazer uma banda que conheci no ano passado e que acabou e conquistando, gosto muito do ritmo e da voz. Esse ano o Mumford and Sons é umas das atrações confirmadas do Lollapalooza, e já estou triste pois muito provavelmente eles não farão um show solo em São Paulo fora do festival.

Little Lion Man

Weep for yourself, my man
You'll never be what is in your heart
Weep little lion man
You're not as brave as you were at the start

Rate yourself and rake yourself
Take all the courage you have left
Wasted on fixing all the problems
That you made in your own head

But it was not your fault but mine
And it was your heart on the line
I really fucked it up this time
Didn't I, my dear?

Tremble for yourself, my man
You know that you have seen this all before
Tremble little lion man
You'll never settle any of your score

Your grace is wasted in your face
Your boldness stands alone among the wreck
Now learn from your mother
Or else spend your days biting your own neck

But it was not your fault but mine
And it was your heart on the line
I really fucked it up this time
Didn't I, my dear?