28 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Spotlight: segredos revelados



Sinopse: 
Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Spotligh foi o filme que fechou a Maratona Oscar (afinal hoje é o dia da premiação) e foi deixado para o fim justamente porque eu não sabia nada sobre esse filme, não li criticas, não vi comentários nem propagandas, mas depois de assistir posso dizer que não entendo o motivo, não é uma grande produção porém traz um tema polêmico e corajoso para o Oscar, o abuso infantil nas igrejas. 

O filme conta a história de uma sessão de um jornal em Boston chamada Spotlight, que trabalha com grandes matérias investigativas. Com uma troca do editor essa sessão irá investigar um caso de um padre que abusou de muitas crianças, mas ao começarem as investigações percebem que na verdade o caso é muito mais complexo e que a Igreja pode estar escondendo bem mais do que eles achavam. 


Por não saber nada sobre esse filme quando fui assistir fiquei bem surpresa com o tema, não achei que uma critica tão direta aos crimes de pedofilia poderiam chegar a uma indicação ao Oscar, o filme é bem estruturado, gostei do ponto de vista em que a situação foi tratada: não pelo ponto de vista da vítima nem do acusado, mas daquele que está indo atrás da história, e que irá se sensibilizar e humanizar com esse tema tão pesado. 

A produção está muito bem feita, podemos ver a dinâmica da redação e todos os caminhos em que a investigação levou esses jornalistas, apesar que nesse ponto achei que a intervenção da Igreja fosse ser mais abordada, não que não tivesse ocorrido, mas eu imaginei que em um assunto tão polêmico a resistência poderia ter sido maior. 


Outro ponto bem interessante foram os atores, temos interpretando o editor da sessão Spotlight, Michael Keaton, que apesar da minha birra com esse ator após Birdman, teve uma grande participação na história, assim como Mark Ruffalo, um dos seus jornalistas (gostei e não gostei dele no papel, ele trouxe muito bem o jornalista que se humaniza e se sensibiliza com a história, mas esperava um pouco mais dele nos momentos dramáticos). A interação dos personagens, tanto na redação como os envolvidos, funcionou bem e trouxe toda a carga do filme. 

Não creio que ele ganhe como melhor filme, mas isso não tira seu valor e sua história, que vale a pena ser conhecida.




Título original: Spotlight
Duração: 128 min.
Direção: Tom McCarthy
Roteiro: Josh Singer e Tom McCarthy
Elenco: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, John Slattery, Stanley Tucci, Brian d'Arcy James, Billy Crudup
Distribuidora: Columbia Tristar
Ano: 2016
Avaliação: 4/5

27 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] As memórias de Marnie


Sinopse: 
Anna (Hailee Steinfeld) é uma menina de 12 anos, filha de pais adotivos, sempre muito solitária e não exatamente feliz. Um belo dia, em um castelo numa ilha isolada, ela conhece Marnie (Kiernan Shipka). A menina loira de vestido branco se torna a grande e única amiga de Anna, mas ela descobrirá que Marnie não é exatamente quem parece ser. (Fonte: AdoroCinema).

Comentários:
As memórias de Marnie era uma das animações que eu estava mais ansiosa para assistir, simplesmente por ser do Studio Ghibli, tirando isso não tinha mais nenhuma informação sobre esse filme e tive uma boa experiência. 


Conhecemos Anna, uma menina muito fechada e triste que, após uma forte crise de asma, acaba indo passar um tempo na casa de seus tios no interior. Lá, um local lindo, perto de uma praia, cheio de histórias (como uma boa cidade do interior), Anna conhece Marnie, uma garota misteriosa, que fica no limite da realidade e da fantasia e as duas se dão muito bem. Com Marnie, Anna começa a se animar de novo, porém qual é a verdade sobre essa garota? 

Esse foi meu primeiro filme do Studio Ghibli, e apesar de ele não estar sendo muito bem recebido pela crítica foi uma experiência muito boa, a começar pela animação, que lembra os traços dos desenhos japoneses e é um bom diferencial dos costumeiros americanos. 


Outro ponto que eu gostei foi como Anna é tratada, sua tristeza é real e compreensível e seus medos e atitudes representam mesmo os medos de uma jovem, e a forma como a animação trouxe isso dá uma veracidade a história. 

Assumo que essa pode não ser a melhor animação dos Studio Ghibli, mas pode ser um bom começo para aqueles que querem conhecer novas animações, foi um bom inicio para mim que já quero conhecer os outros filmes.




Título original: Omoide no Marnie
Duração: 104 min.
Direção: Hiromasa Yonebayashi
Roteiro: Keiko Niwa e Hiromasa Yonebayashi
Distribuidora: California Filmes
Ano: 2015
Avaliação: 4/5

26 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] O quarto de Jack



Sinopse: 
Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
O quarto de Jack era um dos filmes que mais estava esperando, tanto por sua história, quanto por seu peso dramático pois traz a visão de uma criança de uma situação tão limite e perturbadora como um sequestro e o cárcere. Esperava um filme cru, tenso e denso, mas qual não foi minha surpresa ao encontrar uma narrativa mais leve e até inocente, mesmo de uma situação tão perversa, justamente por a câmera estar voltada para o Jack, um garoto que ainda não tem uma real noção do que está passando, e isso tornou o filme melhor do que eu esperava.


Jack é um garoto de cinco anos, filho de Joy, uma jovem que é mantida refém em um quarto por sete anos. Só essa pequena frase já dá uma noção de todo o peso que a história carrega, mas o diferencial está que não acompanhamos os acontecimentos por Joy, mas sim por Jack, que desde que nasceu conhece apenas o quarto, e a sua inocência, própria da infância, dá outro tom a história, já que tudo o que ele conhece está a sua volta, ele não tem noção de como é o mundo do lado de fora, tirando o que consegue ver na TV e  não distingue realidade de fantasia.

Claro que a situação é abordada como um todo, vemos o que Joy passa na mão de seu sequestrador e toda a sua readaptação e daqueles que estão em volta, mas tudo é passado como sugestão e não claramente.


E esse filme também só conseguiu toda a sua carga pelo trabalho dos autores e Brie Larson fez um ótimo trabalho como Joy, podemos ver toda a sua confusão, dor e a luta para tentar preservar o filho, mas Jacob Tremblay foi o que realmente surpreendeu, ele trouxe Jack de uma forma muito viva, um ótimo trabalho para um criança tão pequena.

Um dos filmes que mais gostei desse Oscar, não é uma grande produção, é mais intimista e ligada não em cenários ou eventos, mas em pessoas.



Título original: Room
Duração: 118 min.
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Emma Donoghue
Obra original: Emma Donoghue
Elenco: Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen, William H. Macy, Amanda Brugel, Sean Bridgers, Megan Park, Kate Drummond, Randal Edwards, Jack Fulton
Distribuidora: Universal
Ano: 2016
Avaliação: 4,5/5

25 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Shaun, o carneiro


Sinopse: 
Shaun é um carneiro que, um belo dia, resolve tirar um dia de folga com os outros animais, para sair da rotina da fazenda. Só que, acidentalmente, ele acaba mandando o carinhoso fazendeiro para a cidade grande, onde o homem perde a memória. Os animais, então, comandados por Shaun, vão aprontar altas confusões no caos urbano para trazer o dono de volta para casa. (Fonte: Adorocinema)

Comentários:
Shaun, o carneiro é uma das animações que estão concorrendo aos Oscar esse ano, a história é muito bonitinha e a técnica de stop motion por si já merece seu crédito, mas não encontrei no desenho muito além disso.

Nesse longa conhecemos a história de Shaun, um carneiro que vive em uma fazendo, todos os dias ele segue uma rotina rígida controlada pelo fazendeiro e por seu cachorro, com isso Shaun começa a querer algo diferente, afinal todos merecem férias, inclusive um carneiro. Ele arquiteta um plano com seus companheiros para terem um dia de folga, mas isso acabará por afastar o fazendeiro de sua fazenda e instala o caos. Nesse momento eles decidem trazer seus velhos amigos de volta (afinal o cachorro sempre fiel ao seguir seu dono também se afastou da fazenda) e passarão por vários problemas para conseguir.




longa vai trazer esse enredo de base e trabalhar valores já conhecidos, como a amizade, a bondade e que nem sempre sabemos o que realmente nos faz feliz, o desenvolvimento da animação também não traz tantas inovações, temos a jornada dos carneiros na busca pelo fazendeiro e a retomada de valores, mas que ainda encantam tantas crianças.

O diferencial da animação está em duas características, a primeira é que não há falas, de nenhum personagem, e a segunda é a sua técnica de stop motion.

O filme não ter falas aproximou os humanos dos animais, quando geralmente esse recurso é usado de maneira contrária, dando falas a ambos os personagens. E com isso a expressão dos personagens teve que ser muito valorizada.



Uma animação infantil e com uma história não muito inovadora, mas que tem sua graça. 






Título original: Shaun the Sheep Movie
Duração: 85 min.
Direção: Richard Starzak, Mark Burton
Distribuidora: Universal
Ano: 2015
Avaliação: 3/5

24 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] O Regresso



 Sinopse: 
1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Nem todos os filmes da lista de indicados podem ser considerados grandes produções, mas com certeza O Regresso não é um deles. 
Grandiosidade e tensão são as palavras-chaves para esse filme, com uma história até que nem tão complexa mas com a cenografia e a filmagem o filme virou uma das produções chaves e mais promissoras da lista, mas até que ponto? 

O enredo não é muito diferente do que encontramos por aí, na época das matas ainda selvagens e pouco exploradas dos Estados Unidos um grupo está à busca de peles até que são atacados por índios, na fuga eles são guiados por Hugo Glass, um personagem forte, bruto e com um passado misterioso. Durante a fuga Glass é atacado por um urso e enquanto está impossibilitado presencia a morte de seu filho. A partir desse ponto o desejo de vingança move Hugo Glass que busca por justiça. 

Porém o diferencial do filme não está em seu enredo, mas em sua produção, os cenários são grandiosos e as cenas montadas para impressionar e chocar quem está assistindo, mesclando momentos de tensão com momentos de luta e sangue até seu encerramento. 

E foram nessas características que o filme me perdeu, não sou grande fã de filmes que parecem terem sido programados para chocar o espectador, não por terem uma história pesada, mas por terem cenas densas e que não necessariamente são tão importantes para o enredo, algumas cenas desse filme na verdade achei que estavam lá apenas para gerar uma emoção determinada e não por serem fundamentais para o contexto. 

Agora tocando no assunto mais polêmico do filme, Leonardo di Caprio está realmente bom no papel e apesar de não ter gostado do filme ainda acredito que ele possa levar o Oscar de Melhor Ator.



Título original: The Revenant
Duração: 156 min.
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu e Mark L. Smith
Obra original: Michael Punke
Elenco: eonardo DiCaprio, Tom Hardy, Will Poulter etc.
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2016
Avaliação: 3/5

22 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar/Music Monday] Writing's On The Wall


E nessa segunda-feira trago o último post especial da maratona Oscar do Music Monday e a música da vez é Writing's On The Wall do Sam Smith que concorre pelo filme 007 contra Spectre. 

Essa talvez seja a música mais conhecida da lista de indicados, mas com certeza é a do filme mais conhecido, e apesar da sua letra romântica o ritmo me lembrou bem o filme do 007.

Writing's On The Wall 

I've been here before
But always hit the floor
I've spent a lifetime running
And I always get away
But with you I'm feeling something
That makes me want to stay

I'm prepared for this
I never shoot to miss
But I feel like a storm is coming
If I'm gonna make it through the day
Then there's no more use in running
This is something I gotta face

If I risk it all
Could you break my fall?

How do I live? How do I breathe?
When you're not here I'm suffocating
I want to feel love, run through my blood
Tell me is this where I give it all up?
For you I have to risk it all
Cause the writing's on the wall

A million shards of glass
That haunt me from my past
As the stars begin to gather
And the light begins to fade
When all hope begins to shatter
Know that I won't be afraid

If I risk it all
Could you break my fall?

How do I live? How do I breathe?
When you're not here I'm suffocating
I want to feel love, run through my blood
Tell me is this where I give it all up?
For you I have to risk it all
Cause the writing's on the wall
The writing's on the wall

How do I live? How do I breathe?
When you're not here I'm suffocating
I want to feel love, run through my blood
Tell me is this where I give it all up?

How do I live? How do I breathe?
When you're not here I'm suffocating
I want to feel love, run through my blood
Tell me is this where I give it all up?
For you I have to risk it all
Cause the writing's on
The wall


15 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar/Music Monday] Til It Happens To You


Achei que esse seria apenas mais um post do Music Monday especial da Maratona Oscar 2016, mas após ver essa música da Lady Gaga só posso dizer que é muito mais, que é para refletir, é para mudar, é para berrar de indignação, para fazer qualquer coisa para parar o absurdo que é o abuso contra mulheres. Eu poderia escrever linhas e linhas sobre esse assunto, mas, por agora, vou apenas postar essa música e esse clip e deixar claro que isso tudo tem que acabar. A música é do documentário The Hunting Ground que vai tratar sobre agressões sexuais em instituições de ensino americanas. 


Til It Happens To You 

You tell me it gets better, it gets better in time
You say I'll pull myself together
Pull it together, you'll be fine
Tell me, what the hell do you know? What do you know?
Tell me how the hell could you know? How could you know?

'Til It happens to you
You don't know how it feels, how it feels
'Til it happens to you, you won't know, it won't be real
No, it won't real, won't know how it feels

You tell me hold your head up
Hold your head up and be strong
Cause when you fall you gotta get up
You gotta get up and move on
Tell me how the hell could you talk, how could you talk?
'Cause until you walk where I walk
This is no joke

'Til it happens to you
You don't know how it feels, how it feels
'Til it happens to you
You won't know, it won't be real
(How could you know?)
No it won't be real
(How could you know?)
Won't know how I feel

'Til your world burns and crashes
'Til you're at the end, the end of your rope
'Til you're standing in my shoes
I don't wanna hear a thing from you, from you, from you
'Cause you don't know

'Til it happens to you
You don't know how I feel, how I feel, how I feel
'Til it happens to you
You won't know, it won't be real
(How could you know?)
No it won't be real
(How could you know?)
Won't know how it feels

Til it happens to you
Happens to you
Happens to you
Happens to you
Happens to you
Happens to you
(How could you know?)
Til it happens you
You won't know how I feel




12 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Brooklin


Sinopse: 
A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklin para tentar realizar seus sonhos. No ínicio de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um bombeiro italiano. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Estava buscando um diferencial na lista de indicados ao Oscar 2016 e acho que minha busca terminou em Brooklin, não por ser um dos melhores filmes que já vi, mas por ser um romance descomplicado e simples que chegou até essa lista de indicados.

O filme relata a história de Ellis, uma jovem Irlandesa que na década de 50 está buscando uma nova vida. Ela parte para a tão sonhada e promissora América e acaba morando no Brooklin, onde também há uma grande quantidade de imigrantes irlandeses. Com isso ela começa a tentar seguir a vida, longe de tudo e todos que lhe são familiares, lutando contra a saudade. Até que conhece Tony, um descendente de italiano com que acaba se envolvendo. Porém um acontecimento a força a voltar a sua terra e o maior dilema começa, tentar descobrir afinal onde é seu lar.


Esse filme funcionou para mim como um suspiro nessa maratona, é um romance fluído e envolvente, porém não há grandes altos e baixos no roteiro, ele é bem amarrado mas plano em sua grande parte.

Não conheço os atores porém gostei muito de seus trabalhos, Saoirse Ronan conseguiu dar uma boa intensidade a sua personagem e é possível ver a evolução e o crescimento de Ellis, o quanto ela amadurece durante o filme. E Emory Cohen me conquistou no papel de Tony com toda a simplicidade do personagem.


O filme é um bom retrato da situação tão conhecida da garota que quebra os laços com suas raízes para descobrir o mundo, porém é muito bem feito e ambientado, não creio que vá levar a estatueta, nem que seja uma obra considerada inesquecível, mas como componente dos indicados representa um suspiro doce entre os dramas.


Título original: Brooklyn
Duração: 113 min.
Direção: John Crowley
Roteiro: Nick Hornby
Elenco: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson etc.
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2016
Avaliação: 4/5

10 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Joy: o nome do sucesso


Sinopse: 
Criativa desde a infância, Joy Mangano (Jennifer Lawrence) entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Sabe quando você vai ao cinema morrendo de vontade de assistir a um filme, porém quando chega lá descobre que por qualquer motivo o filme que você queria ver não está disponível e você busca um substituto, o normal é que esse segundo colocado já não tenha uma recepção muito boa por não ser aquele que você queria ver, isso aconteceu comigo e com Joy – o nome do sucesso, porém ele venceu essa minha birra irracional inicial e me surpreendeu. 

Nesse filme conhecemos a história de Joy, uma mulher que vive em uma família totalmente desestruturada e que está frustrada com sua vida, porém possuí um grande potencial para inventar coisas e decide usá-lo para tentar mudar sua vida. E vemos essa mulher correr atrás de seus sonhos e lutar contra tudo o que pode ter contra ela, e mostrar que não é fácil e que muitas vezes pensar em desistir é normal, mas o importante é seguir em frente. 


A estrutura do filme é bem diferente e fica entre o drama e a comédia, sofrendo intervenção várias vezes de um narrador (a vó da Joy) que irá contextualizar a história e fazer comentários explicativos ou engraçados. 

Outro ponto muito legal é a interação dos personagens, Jennifer Lawrence está boa no papel principal, mas ela  não leva o filme sozinha, na verdade a atuação dela em conjunto com os outros é o diferencial do filme e funcionou muito bem. 


Saí um pouco do roteiro da maratona assistindo um filme candidato a melhor atriz antes de terminar a lista de indicados a melhor filme, mas foi uma boa pausa e valeu a pena.



Título original: Joy
Duração: 124 min.
Direção: David O. Russell
Roteiro: David O. Russell
Elenco: Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Robert De Niro
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2016
Avaliação: 3,5/5

8 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar/Music Monday] Simple Song #3


Hoje  foi dia de conhecer mais uma nova música nessa Maratona, e dessa vez o ritmo é bem diferente, música clássica com uma voz bem marcante. A gradação da música é bem intensa e tudo isso é acompanhado pela violinista Viktoria Mullova e pela soprano Sumi Jo. A música é Simple Song #3 do filme Juventude. 

Simple Song #3

I feel complete
I lose all control
I lose all control
I respond

I feel chills
I break
I know all those lonely nights
I know all those lonely nights

I know everything
I lose all control
I get a chill
I know all those lonely nights

I die
I hear all that is left to be heard
I wish you would never stop
I've got a feeling

I live there
I live for you now
I leave no sense behind
I feel complete

I've got a feeling
I wish you're moving like rain
I'll be there
I'll be there
I lose all control

[violin instrumental]

When you whisper my name
When you whisper my name
When you whisper my name, whisper my name
When you whisper my name

OOh (x3)

Whisper

When you
Whisper

When you

7 de fevereiro de 2016

[Livro] A voz do arqueiro – Mia Sheridan


Sinopse:
Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor.
Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.
Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.
Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.
Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Gosto de intercalar leituras mais pesadas com alguns livros mais leves e para descontrair adoro um bom romance New Adult e o dessa vez foi A voz do arqueiro que me distraiu e me deixou encantada com Archer. 

Nesse livro conhecemos Bree, uma jovem que sofreu um grande trauma e para poder lidar com a situação decide ir morar em uma cidade pequena onde ninguém a conheça. Lá ela irá encontrar Archer, um homem misterioso que é invisível aos olhos daqueles que moram lá. 

Archer tem uma história muito triste e tensa, sofreu desde de criança com várias perdas e traumas, além disso ele também não consegue falar. Todas essas características o tornaram invisível para todos que moram em Pelion, mas quando ele conhece Bree percebe que o mundo é maior do que apenas sua casa. 

Esse foi um romance bem gosto de ler, o envolvimento dos personagens é natural e gradativo, afinal ambos estão superando sofrimentos que marcaram suas vidas. 

Agora quero comentar uma característica que eu adorei nesse livro: a inversão de papéis. Geralmente nesse tipo de história temos uma mulher inexperiente que está descobrindo a si mesma e a vida sexual quando se envolve com o personagem, mas nesse livro esses papéis são trocados. Archer que está começando a conhecer os relacionamentos agora e foi uma quadro diferente e interessante de ser trabalhado. 

Outro ponto diferencial é o fato de ele não falar, me perguntei como a autora retrataria os diálogos e interações, e a saída, apesar de não ser inovadora, foi bem eficiente e não gerou nenhuma perda ao livro. 

Para aqueles que gostam do gênero ou querem começar a se aventurar por ele A voz do arqueiro é uma boa leitura.



Título Original: Archer`s voice
Autor: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Número de páginas: 336
Avaliação: 4/5 

5 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] O menino e o mundo



Sinopse: 
Um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Acho que a primeira coisa que posso dizer sobre O menino e o mundo é que é uma animação linda e que fiquei encantada. 

Essa era uma das animações que eu não sabia o que esperar, e nos seus momentos iniciais, com desenhos parecidos feitos com lápis de cor e muito coloridos é um choque inicial, mas como tudo foi muito lindo depois, vale a pena assistir. 


O desenho conta a história de um menino que mora em uma zona rural feliz com sua vida até que seu pai um dia vai embora para a cidade e ele decide ir atrás. 

No trajeto desse menino o acompanhamos na busca por seu pai desde uma plantação de algodão até as grandes cidades e com isso também percebemos todo o processo de industrialização e como isso afeta a todos, os trabalhadores, as pessoas à volta e o próprio lugar em que se está. 

Duas características marcantes dessa animação, a primeira é que ela não possui nenhuma fala, e na verdade elas não são necessárias, tudo está na imagem e nos símbolos, e a animação é repleta deles, símbolos para várias situações, como o trem que levou o pai do menino, como a ave que é gerada da música, na verdade eles são parte de uma grande carga do filme. 


Outra característica é que devido ao seu traço o filme tem quadros lindos, dá vontade de pausar e tirar várias fotos das cenas, esteticamente o filme é lindo, os traços inocentes quase feitos a lápis geram cenas inesquecíveis.  

E o ponto que realmente me surpreendeu no fim foi o roteiro, mesmo sem falas o filme é todo amarrado, possuí ritmo e um final que está a altura de todo o resto. 


Até agora O menino e o mundo está no ranking como uma das minhas animações preferidas (ao lado de Divertida Mente), mas ainda faltam mais duas da lista para ver, mas recomendo esse filme para todos.



Título original: O menino e o mundo
Duração: 85 min.
Direção: Alê Abreu
Roteiro: Alê Abreu
Distribuidora: Espaço Filmes
Ano: 2014
Avaliação: 3/5

3 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar 2016] Ponte dos espiões


Sinopse: 
Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Ponte dos espiões foi mais um filme com fundo real que assisti nessa maratona (o primeiro foi o A grande aposta), e quando li a sinopse do filme fiquei muito interessada. No começo me empolguei, depois fui perdendo o ritmo, mas no fim a história engrena e prende a sua atenção, afinal o tema central já é tenso por si, uma negociação de troca de espiões em plena Guerra Fria. 


O filme vai trazer a história de James Donovan, um advogado de seguros que em plena Guerra Fria é chamado para fazer a defesa de Rudolf Abel, espião russo que foi detido nos EUA, nesse processo Donovan acabará em um confronto entre o seu serviço como advogado e o que consideram o seu dever com o país durante e guerra. 

Esse era um dos filmes que eu esperava bastante, tanto pela história quanto pelos atores e o próprio Steven Spielberg como diretor, e o filme me agradou mas de um jeito diferente do que imaginei. Eu pensei em uma produção grandiosa e com um peso dramático grande, mas foi no outro oposto que o filme se consolidou. Com uma história mais simples, com um foco único e um peso mais silencioso o filme traz várias questões a tona. 


Um dos pontos que mais gostei foi o limite dos deveres, ou o que é correto fazer para cumprir seu serviço, afinal como advogado Donovan tem deveres para com Abel, porém é também um cidadão americano que não quer que a guerra chegue ao seu lar e essa interação é bem trabalhada, além de se pensar que na verdade os dois polos da luta usam das mesmas “armas” e artifícios para espionar um ao outro e nesse ponto não há certos e errados. 

Gostei bastante de Tom Hanks nesse filme, apesar de ele não ter mostrado algo novo de sua atuação ele trouxe bem a vida e os dilemas de Donovan e adorei Mark Rylance em seu papel de misterioso, calmo e contido espião russo. 


Um filme para mostrar mais um dos lados da Guerra Fria e apresentar não apenas o heroísmo americano mas a humanidade daqueles que participam do embate, não há grandes cenas de ação, mas muitas cenas marcantes que irão representar as sensações do filme.


Título original: Bridge of Spies
Duração: 132 min.
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Matt Charman, Joel Coen e Ethan Coen
Elenco: Tom Hanks, Mark Rylance, Scott Shepherd, Sebastian Koch etc
Distribuidora: Fox Filmes
Ano: 2015
Avaliação: 4/5

1 de fevereiro de 2016

[Maratona Oscar/Music Monday] Manta Ray


E voltando com mais uma candidate a Melhor Canção Original, e hoje é a vez de Manta Ray do filme A corrida contra a extinção. 
Ouvi essa música pela primeira vez para fazer esse post e seu ritmo lento e calmo me lembrou muito as canções antigas de bandas no estilo Coldplay. 

Manta Ray

In the trees 
Between the leaves 
All the growing 
That we did 

All the loving 
And separating 
All the turning 
To face each other 

I divide 
In the sky 
In the the seams 
Between the beams 

All the loving 
And separating 
All the turning 
To face each other 

Without biodiversity 
I'm nothing 
It's like I never 
Existed 

Without my home 
With no reflection 
I cease to exist 

And my children 
Are dying now 
Inside me 

All I love 
All I know 
All I've known 

I am dying now 
Inside me 
My children