30 de março de 2016

[Clube do Livro] 12 anos de escravidão – Solomon Northup


Sinopse:
A extraordinária história do violinista Solomon Northup, um negro livre que foi sequestrado e vendido como escravo. Por doze anos ele trabalhou em diversas fazendas na Louisiana até ser libertado em uma batalha judicial. 
"Doze anos de Escravidão" narra a história real de Solomon Northup, negro americano nascido livre que, por conta de uma proposta de emprego, abandona a segurança do Norte e acaba sendo sequestrado e vendido como escravo. Durante os doze anos que se seguiram ele foi submetido a trabalhos forçados em diversas fazendas na Louisiana. 
Este relato autobiográfico, publicado depois da libertação de Northup, em 1853, logo se tornou um best-seller, e hoje é reconhecido como a melhor narrativa sobre um dos períodos mais nebulosos da história dos Estados Unidos. Verdadeiro elogio à liberdade, esta obra apresenta o olhar raro de um homem que viveu na pele os horrores da escravidão. (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Quando você tem um grupo de amigas que também gostam de ler e querem mais um bom motivo para se encontrar uma vez por mês, qual é a solução? Um clube do livro. 
E foi exatamente isso que fizemos, juntamos algumas amigas, fizemos uma lista dos livros que queremos ler ou discutir, sorteamos e marcamos uma data para conversar sobre ele (e outras coisas) e o primeiro escolhido foi 12 anos de escravidão. 
Agora você pode se perguntar por que estou contando essa história antes da resenha e ainda fiz uma chamada diferente para esse livro. A resposta é que na verdade as resenhas que vierem do clube do livro vão ser ligeiramente diferentes, primeiro eu só vou escrever depois que o encontro acontecer e com isso os comentários vão ter minha opinião sim, mas alguma questão ou opinião levantada durante o clube. 
No livro 12 anos de escravidão vamos conhecer a história de Solomon Northup, um homem negro e livre que morava no norte dos Estados Unidos. Após ser enganado, ele é sequestrado e vendido como escravo e acaba vivendo 12 anos nessa condição.  Ele narra esse livro para fazer um relato de como foi sua vida e com isso trazer um panorama da escravidão nas regiões do sul.
Por ser um livro biográfico, não acredito que há spoilers ao se comentar sobre ele, logo de início sabemos que após os 12 anos Solomon conseguiu sua liberdade e depois decidiu escrever esse livro. O foco da obra não está em chegar ao final da história mas em conhecer a vida desse homem livre, que perdeu tudo o que conhecia, inclusive sua identidade, ao se tornar um escravo e com isso ter um panorama completo dessa fase obscura de nossa história, quando homens achavam que eram donos de outros.
Em sua narrativa Solomon vai detalhar toda a sua trajetória, começando a contar como era sua vida de homem livre, como se deu seu sequestro, sua viagem para o Sul e a vida em cada fazenda e com cada proprietário, mostrando que apesar de serem todos escravagistas havia uma grande diferença na forma como cada um dos fazendeiros tratavam seus escravos (mas que em momento nenhum isso era correto), como era a sua vida na colheita e como ele sobreviveu por todo esse tempo.
Agora sobre a narrativa do livro, apesar de ser bem transparente sobre esse período, Solomon descreve os acontecimentos de forma tão direta que acaba por perder a emoção das situações que ele conta, esse foi um dos aspectos que mais debatemos no Clube do Livro, que na busca por trazer um panorama honesto de sua vida como escravo, Solomon não traz a sensibilidade e emoção.
Um bom primeiro livro para discutirmos, um livro biográfico de um assunto que precisa ser mostrado e explorado, de um período incômodo. Após a leitura fiquei curiosa para assistir ao filme.



Título Original: Twelve Years a Slave
Autor: Solomon Northup
Editora: Seoman
Ano: 2014
Número de páginas: 232
Avaliação: 3,5/5 

28 de março de 2016

[Music Monday] Velha e Louca



E nessa segunda quero trazer uma música da Mallu Magalhães que descobri há pouco tempo e acabei adorando, não tanto pela melodia, mas pela letra, que representa uma das coisas que estou sentindo ultimamente. 

Velha e Louca

Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.

Pode avisar que eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar que eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.

Pode falar, não me importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.


26 de março de 2016

[Dica] Tatuagem com técnica de aquarela

Já faz um tempo que estou com vontade de fazer minha segunda tatuagem (e quem sabe já a terceira rs), por isso estou pesquisando imagens e técnicas e acabei reencontrando um estilo que já tinha me encantado a primeira vez que eu vi: a tatuagem com técnica de aquarela. 

Nesse estilo o tatuador faz o desenho como se ele tivesse sido pintado em aquarela, o que pode gerar algumas variações, o desenho pode ser preenchido ou ter o fundo com essa técnica, ou não ter um traço definido, sem as bordas delimitadas. 

Eu adorei esse estilo e estou pensando seriamente em fazer uma das minhas próximas tatuagens dessa maneira. Para vocês conhecerem melhor pesquisei algumas imagens: 








22 de março de 2016

[Série] Breaking Bad – Primeira Temporada



Breaking bad foi uma série que enrolei bastante pra começar a assistir, pois apesar de algumas pessoas em quem confio muito no gosto terem me indicado essa série eu tinha visto um três episódios aleatórios e achado muito “non sense” pro meu gosto, mas agora que decidi assistir a primeira temporada e dar uma chance ao que alguns amigos diziam eu entendi o que aconteceu comigo. 

Breaking bad não é daquelas séries que se pode ver episódios aleatórios para testar se gostamos do enredo, não apenas pelos episódios serem sequenciais, esse é o menor dos problemas, mas porque vistos de modo solto, sem um contexto, realmente a série perde sua força, agora quando acompanhamos as situações que são no mínimo pitorescas e o como elas influenciam os personagens, quando se vê o enredo como um todo você entra no clima ao ponto de no final estar tão tensa e na expectativa que acaba se segurando na cadeira e comentando histérica com a amiga cenas que te deixaram tensa (isso pelo menos foi o que aconteceu comigo, a amiga pode confirmar rs). 


Nessa série acompanhamos a conturbada e pouco satisfatória vida de Walter White, um químico que apesar de poder ter tido um futuro brilhante algo (que eu ainda também não sei) deu errado e ele acaba como um professor de química em um colégio e ajudante em um lava rápido, sua mulher está grávida e  seu filho mais velho tem algumas limitações físicas em decorrência de uma paralisia cerebral. Walter já não está satisfeito com a vida, e, como se não bastasse, ele descobre que sofre de um câncer terminal. Essa notícia vai fazer com que ele opte por caminhos que nunca imaginou seguir (nunca mesmo) e decide fabricar anfetamina e vender em sociedade com Jesse Pinkman, um jovem traficante local. 

Assim como o enredo segue por caminhos inusitados a série como um todo também, e por isso ela só funciona com os episódios em conjunto. No início a sensação de estranheza é predominante, mas depois as cenas começam a fazer sentido e a série vai te envolvendo, e no fim você fica totalmente tenso e querendo saber o que vai acontecer. Apesar de o plot ser bem tenso a comédia e o clima “non-sense” suavizam e contrastam com a densidade dos temas. 



Não sei se recomendo BReaking Bad para todos, mas posso dizer que é uma série que vale a pena experimentar, a primeira temporada é bem curta então se você sentiu um pouco de curiosidade pode tentar.



Título Original: Breaking Bad
Temporada: Primeira
Ano: 2008
Criador:  Vince Gilligan
Emissora: AMC
Episódios: 7
Avaliação: 3,5/5

16 de março de 2016

[Filme] Deadpool


Sinopse: 
Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida. (Fonte: AdoroCinema)

Comentários:
Deadpool foi um filme que me proporcionou diversas emoções, começando pela descrença ao saber que ele seria filmado e, principalmente, que seria interpretado por  Ryan Reynolds (vamos admitir que ele tinha todos os precedentes para essa desconfiança), depois fui movida pela curiosidade ao ver as primeiras imagens de divulgação, logo substituída por uma crescente empolgação quando vi os trailers oficiais e, por fim, uma grande satisfação com o resultado final que conferi no cinema. 


Logo no começo vou deixar claro que não conheço muito do personagem original para poder julgar sua adaptação nesses parâmetros e que quando fui assistir ao filme, apesar de estar bem empolgada, não tinha grandes expectativas o que me ajudou a ficar encantada e achar graça de muita coisa. 

O longa vai mostrar a história de Wade Wilson, que na busca por se curar de uma doença terminal acaba se tornando o Deadpool, um dos melhores anti heróis já apresentados. 

Quero comentar tantas características do filme que tenho medo de acabar me enrolando e não conseguir falar tudo o que achei, mas vamos tentar. 

A primeira, grande e importante característica, percebida logo nos créditos de abertura, é o humor, baseado em piadas (em sua grande maioria nem sempre tão elaboradas) e uma enorme dose de deboche, tanto com a história quanto com sua própria produção. Esse tom sarcástico e engraçado é a força motriz desse filme e que está bem trabalhada. 

Outro ponto é sua construção, o filme não é linear, intercalando momentos presentes com histórias passadas, o que foi uma boa sacada, já que poupou quem estava assistindo da sensação dos primeiros minutos “explicativos” desse tipo de filme. Outro ponto é a quebra da quarta parede, em vários momentos o personagem se refere diretamente para o expectador, um recurso que poderia atrapalhar mas na verdade entra como mais um reforço ao tom do filme. 


Para um filme de super- herói que estava fora do radar, sem uma grande produção, com uma verba não muito generosa, Deadpool foi muito bem sucedido, claro que ele teve pontos que não gostei ou que achei falhos, mas acho que ele mostrou uma nova vertente para essa onda de filmes de quadrinhos.




Título original: Deadpool
Duração: 107 min.
Direção: Tim Miller
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein etc.
Distribuidora: Fox Films
Ano: 2016
Avaliação: 4,5/5

14 de março de 2016

[Music Monday] Formation


E para voltar a programação normal do Music Monday queria trazer uma música que não saiu da minha cabeça desde a primeira vez que a ouvi, além de ter dado muito o que falar nos últimos tempos, afinal tocou em questões bem delicadas em relação ao que acontece com os negros nos Estados Unidos. 

Sim a música dessa semana é Formation da Beyoncé que apresentou sua música no intervalo do Super Bowl e trouxe muitas discussões à tona, além de reforçar o orgulho que sente por sua cor.

Ps: como o clipe oficial não estava disponível para carregar aqui no blog escolhi o vídeo da apresentação no Super Bowl

Formation

What happened at the New Wil'ins?
Bitch, I'm back by popular demand

Y'all haters corny with that Illuminati mess
Paparazzi, catch my fly, and my cocky fresh
I'm so reckless
When I rock my Givenchy dress (stylin')
I'm so possessive so I rock his Roc necklaces
My daddy Alabama, Momma Louisiana
You mix that negro with that Creole
Make a Texas bama
I like my baby heir with baby hair
And afros
I like my negro nose with Jackson Five nostrils
Earned all this money
But they never take the country out me
I got a hot sauce in my bag, swag

Oh yeah, baby, oh yeah I, ohh, oh, yes, I like that
I did not come to play with you hoes, haha
I came to slay, bitch
I like cornbreads and collard greens, bitch
Oh, yes, you besta believe it

Y'all haters corny with that Illuminati mess
Paparazzi, catch my fly, and my cocky fresh
I'm so reckless
When I rock my Givenchy dress (stylin')
I'm so possessive so I rock his Roc necklaces
My daddy Alabama, Momma Louisiana
You mix that negro with that Creole
Make a Texas bama
I like my baby heir with baby hair
And afros
I like my negro nose with Jackson Five nostrils
Earned all this money
But they never take the country out me
I got a hot sauce in my bag, swag

I see it, I want it
I stunt, yellow-bone it
I dream it, I work hard
I grind 'til I own it
I twirl on them haters, albino alligators
El Camino with the seat low
Sippin' Cuervo with no chaser
Sometimes I go off (I go off)
I go hard (I go hard)
Get what's mine (take what's mine)
I'm a star (I'm a star)
Cause I slay (slay)
I slay (hey), I slay (okay), I slay (okay)
All day (okay), I slay (okay), I slay (okay), I slay (okay)
We gon' slay (slay), gon' slay (okay)
We slay (okay), I slay (okay)
I slay (okay), okay (okay), I slay (okay)
Okay, okay, okay, okay
Okay, okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Prove to me you got some coordination, cause I slay
Slay trick, or you get eliminated

When he fuck me good
I take his ass to Red Lobster, cause I slay
When he fuck me good
I take his ass to Red Lobster, cause I slay
If he hit it right
I might take him on a flight on my chopper, cause I slay
Drop him off at the mall
Let him buy some J's, let him shop up
Cause I slay
I might get your song played
On the radio station, cause I slay
I might get your song played
On the radio station, cause I slay
You just might be a black Bill Gates in the making
Cause I slay
I just might be a black Bill Gates in the making

I see it, I want it
I stunt, yellow-bone it
I dream it, I work hard
I grind 'til I own it
I twirl on them haters, albino alligators
El Camino with the seat low
Sippin' Cuervo with no chaser
Sometimes I go off (I go off)
I go hard (I go hard)
Get what's mine (take what's mine)
I'm a star (I'm a star)
Cause I slay (slay)
I slay (hey), I slay (okay), I slay (okay)
All day (okay), I slay (okay), I slay (okay), I slay (okay)
We gon' slay (slay), gon' slay (okay)
We slay (okay), I slay (okay)
I slay (okay), okay (okay), I slay (okay)
Okay, okay, okay, okay
Okay, okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Prove to me you got some coordination, cause I slay
Slay trick, or you get eliminated

Okay, ladies, now let's get in formation, I slay
Okay, ladies, now let's get in formation
You know you that bitch when you cause all this conversation
Always stay gracious, best revenge is your paper

Girl, I hear some thunder
Golly, look at that water, boy, oh lord


10 de março de 2016

[Por onde andei] Galeria do Rock Walking Tour – Roteiro Galerias



Para aqueles que acompanham o blog perceberam que no início do ano (janeiro/fevereiro) decidi fazer alguns roteiros turísticos pelo centro de São Paulo, o primeiro roteiro foi focado nos aspectos culturais do centro (veja sobre esse passeio aqui) e como relatei tive um total deslumbramento com a cidade que julguei conhecer. Porém nesse segundo passeio me julguei preparada, até pensei “Não vai ter tanto impacto como o primeiro, afinal já estou calejada para ver o diferente” e de um modo muito bom eu não poderia estar mais errada.


Esse segundo tour foi cheio de momentos surpreendentes e inusitados, afinal pude conhecer algumas galerias, ou usando uma metáfora, alguns labirintos. Lugares que você não presta atenção em seu dia a dia, passagens não valorizadas e que guardam todo um encanto tão característico do centro de São Paulo. 


Iniciando o tour da Praça da República, seguimos com o grupo para conhecer as galerias, sendo que apenas duas eu conhecia antes desse passeio – a do edifício Copan e a do Rock, então minha surpresa foi total, cada espaço inesperado que guardava uma linda vista ou uma particularidade que o tornava especial e diferente dos demais.

Outro ponto que vale a pena mencionar é que no trajeto de uma galeria para a outra pude conhecer mais do Centro Novo, uma região que não costumo frequentar e que possui um charme diferente do Centro Velho, há áreas bem arborizadas, uma praça muito calma com bares e restaurantes que por um momento nos fazem esquecer que estamos no centro da cidade mais movimentada, ou melhor, nos mostra uma de suas faces (e que depois desses roteiros posso dizer que são várias). 


Sobre as Galerias que conheci posso dizer que realmente elas me encantaram, mas algumas me marcaram mais, como a Galeria Metrópole, espaço com uma linda vista do centro e um jardim central que representa a possibilidade de se manter o verde e cor no nosso mar de cinza. A Galeria 7 de abril, com suas lojas voltadas para fotografia e sua vista do centro. A Galeria Nova Barão, super colorida, que por um momento lembra uma rua de transição, mas que na verdade possui lojas bem legais e uma vista linda do Municipal. E talvez a mais diferente pelas lojas que possui, a Galeria Itapetininga, que é especialista em comércio voltado a brinquedos, sim, exatamente isso, brinquedos colecionáveis. Claro que também não poderia deixar de citar a galeria que encerra o passeio, a Galeria do Rock. 

Mais um passeio que me ensinou muito sobre São Paulo, e que me mostrou que em lugares que podem parecer desconhecidos e não valorizados, há esperando uma ótima experiência, como comentei no início do post, os pequenos labirintos dessa grande Cidade. 


O tour foi realizado por Galeria do Rock Walking Tour, uma parceria entre Instituto Cultural Galeria do Rock e I Love São Paulo para trazer uma experiência que irá explorar vários aspectos do centro. Mais informações acesse a página do projeto aqui. 

Para conhecer o I Love São Paulo acesse aqui.

Para conhecer o Instituto Cultural Galeria do Rock acesse aqui

Minhas fotos do tour estão na página do blog, para poder vê-las acesse aqui 

1 de março de 2016

[Livro] E se for você? – Rebecca Donovan


Sinopse:
Cal Logan e Nicole Bentley eram melhores amigos quando crianças, mas tudo mudou no ensino médio, depois que ela se enturmou com o pessoal mais popular da escola e passou a ignorá-lo. Eles se formaram e Cal foi estudar em Crenshaw, perto de Nova York, enquanto Nicole entrou em Harvard, realizando o grande sonho de seu pai. 
Quando Cal vai passar as férias de verão em sua cidade natal, fica surpreso em saber que ninguém mais teve notícias dela desde que se mudaram, há mais de um ano.
Assim que as aulas na universidade recomeçam, ele cruza no campus com uma garota que é idêntica a Nicole, mas que se chama Nyelle Preston e tem uma personalidade completamente diferente: Nicole era tímida e insegura, enquanto Nyelle é impulsiva, ousada e só quer aproveitar a vida.
Enquanto tenta desvendar os segredos de Nyelle – afinal, ela é ou não Nicole? – Cal viverá com ela momentos inesquecíveis e apaixonantes, que aos poucos farão com que ele perceba que a identidade daquela garota misteriosa é o que menos importa.
Com uma narrativa envolvente e poética, Rebecca Donovan cria personagens cativantes que despertam diversos questionamentos e emoções: e se pudéssemos mudar de rumo? E, se nos permitíssemos apenas aproveitar o momento? E, se o amor for algo bem mais simples do que imaginamos? (Fonte: Skoob) 

Comentários:
Recebi o livro E se for você em uma parceria com o selo Globo Alt e foi bom perceber que nessa onda dos New Adults ainda é possível ler uma história diferente que traz um drama que não tinha imaginado. 

O livro vai mostrar a história de um grupo de amigos: durante a infância eles eram bem próximos, porém quando uma das garotas se mudou o grupo acabou se distanciando e seguindo por caminhos diferentes, até que na faculdade Cal encontra Nyelle, muito parecida com sua antiga amiga Nicole e isso gera grandes dúvidas, seria ela a mesma pessoa? Estaria fingindo que não o conhece?Não lembra de seu passado. E cabe a ele ter que lidar com essa situação estranha, reencontrar uma antiga amiga que está totalmente diferente e entender porque tudo isso aconteceu. 

Já pela premissa do livro percebemos o seu diferencial, afinal em nenhuma das outras leituras desse tipo encontrei um roteiro parecido, e você se envolve em tentar descobrir o motivo de todas as mudanças na personalidade Nicole e o que levou a ruptura da amizade de infância. 

A narrativa também tem uma característica própria, ela não é linear, enquanto acompanhamos o andamento do tempo real da história a narrativa é feita por Cal, mas durante os flashbacks podemos conhecer a voz de outros personagens, como Nicole e Richelle, outra integrante do grupo de amigos. 

Eu mantive algumas teorias sobre a solução do enigma e acabei acertando, mas a forma com que a autora amarrou tudo é o melhor elemento. 

A leitura de E se for você? foi fluída e rápida, um romance para aquelas tardes de leitura.



Título Original: What if
Autor: Rebecca Donovan
Editora: Globo Alt
Ano: 2016
Número de páginas: 416
Avaliação: 4/5